Falar sobre sexo para muitos é considerado um tabu. Seja por vergonha ou princípios morais, geralmente, as pessoas preferem manter essa parte das suas vidas privadas. Segundo uma reportagem realizada pelo New York Times, a maioria das pessoas têm dificuldade em dialogar sobre o assunto mesmo com aqueles que são seus parceiros regulares.

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A professora de psicologia na Universidade da Flórida, Laurie Mintz, que se especializou em sexualidade humana, afirma ao jornal americano que existem muitos mitos sociais quando se trata de sexo. Para Mintz e outros pesquisadores entrevistados estes mitos não apenas podem ser equivocados, como também podem causar muitos danos.

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Confira 8 mitos do sexo que os especialistas gostariam que desaparecessem

*Fotos: Banco de imagens

Mito 1: Os outros estão fazendo mais sexo do que você

O mito de que as outras pessoas têm mais relações sexuais de você surge logo no início da fase de atividade sexual e pode ter motivos diversos. Porém, segundo os especialistas, períodos de menor atividade sexual são comuns tanto para solteiros como para pessoas casadas, além do fato de que pesquisas indicam que por motivos ainda não esclarecidos, a atividade sexual tem diminuído ao longo dos anos no geral. A dica é olhar para o sexo de forma saudável, sempre tomando em conta a saúde mental e física, proporcionando intimidade, conexão e segurança ao seu parceiro ou parceira.

Mito 2: Sexo significa penetração

Segundo os especialistas entrevistados, muitas pessoas se encontram no que eles chamam de “roteiro sexual”, onde geralmente as preliminares dão início ao sexo com penetração, principalmente em relações heterossexuais. Para Ian Kerner, terapeuta sexual e autor de “She Comes First”, em vez de se apressar em direção à relação sexual com penetração, o foco deve estar no “sexo externo”, que é um termo amplo para qualquer atividade sexual que não envolva penetração.

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Mito 3: Lubrificação extra é um problema

Ainda que a secura vaginal seja mais comum entre mulheres mais velhas, cerca de 17% das mulheres entre 18 e 50 anos relatam algum tipo de dificuldade de lubrificação durante o sexo, enquanto mais de 50% a experimentam após a menopausa. Muitos fatores podem levar a essa falta de lubrificação, e os especialistas afirmam que é possível estar totalmente interessado (a) na relação sexual e ainda assim precisar recorrer ao uso de lubrificantes.

Mito 4: É normal sentir dor durante a relação sexual

Embora o lubrificante possa ajudar algumas mulheres a experimentarem mais prazer durante o sexo, é importante lembrar que o sexo não deve doer. Aproximadamente 75% das mulheres sentem dores durante o sexo em algum momento de suas vidas, o que pode ter várias causas: problemas ginecológicos, alterações hormonais, tratamento de câncer, trauma – a lista é longa.

Homens também podem sentir dor durante a relação sexual e também podem ter múltiplas causas. Especialistas enfatizam que é importante para qualquer pessoa que experimente dor durante o sexo procurar um profissional médico.

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Mito 5: Homens têm mais vontade de fazer sexo do que as mulheres

Embora dados sugiram que os homens se masturbam com mais frequência do que as mulheres, não é verdade que as mulheres não queiram sexo, nem que os homens sempre queiram. Um estudo recente descobriu que o desejo das mulheres tende a flutuar mais ao longo de suas vidas, mas que homens e mulheres experimentavam flutuações de desejo muito semelhantes ao longo da semana.

Mito 6: O desejo deve acontecer instantaneamente

Terapeutas sexuais e pesquisadores acreditam que existem dois tipos de desejo: espontâneo (o sentimento de querer sexo do nada) e responsivo, que surge em resposta a estímulos, como o toque. Lori Brotto, psicóloga e autora do livro “Better Sex Through Mindfulness”, disse que grande parte do seu trabalho é normalizar o desejo responsivo, especialmente entre as mulheres e aqueles em relacionamentos de longo prazo.

A psicóloga ajuda seus pacientes a entender que é possível entrar no sexo sem desejo espontâneo, contanto que haja vontade e consentimento. A Dra. Brotto compara isso a ir à academia quando você não está com vontade. “Seus endorfinas começam a fluir, você se sente muito bem e fica grato por ter ido depois”, disse ela.

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Mito 7: Sexo planejado é entediante

Muitas pessoas acreditam que planejar ou “marcar” uma relação sexual na agenda é sinal de problemas na relação, ou simplesmente estranho. Porém, com a vida ocupada que muitos levam, agendar o sexo pode ser uma alternativa interessante. O sexo agendado também pode favorecer o desejo responsivo, disse a Dra. Brotto, dando “tempo para o aumento da excitação”.

Mito 8: Seu tamanho não está à altura

É um mito muito comum entre os homens, de que o pênis deve ter um certo tamanho, grossura e até mesmo simetria. Outros problemas como disfunção erétil ou ejaculação precoce, geralmente associados à pessoas mais velhas, podem ser ignorados pelos homens mais jovens gerando insegurança e falta de tratamento por vergonha.

Os especialistas são enfáticos em pontuar que a relação sexual é um ato diverso, que envolve diálogos, preferências específicas e particulares, e principalmente conexão, intimidade e liberdade para ser e fazer tudo aquilo que as faz sentir bem e em segurança com o parceiro ou parceira escolhidos.

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