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    Ação da PF que tem Luciano Hang entre alvos mira financiadores de rede de fake news; entenda

    Empresário catarinense é apontado como um dos supostos patrocinadores de grupo que opera rede de notícias falsas contra autoridades

    27/05/2020 - 09h33 - Atualizada em: 27/05/2020 - 11h37

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    Por Guilherme Simon
    Luciano Hang
    O empresário Luciano Hang
    (Foto: )

    A operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do empresário Luciano Hang, dono da Havan, na manhã desta quarta-feira (27), tem entre os alvos supostos financiadores das ações de fake news.

    A ação é parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Morares, relator do caso.

    O grupo alvo da operação é suspeito de operar uma rede de notícias falsas contra autoridades. Quatro dos alvos são suspeitos de serem possíveis financiadores desse grupo.

    Segundo informações da jornalista Julia Duailibi, do G1, Luciano Hang, Edgard Corona, Reinaldo Bianchi Júnior e Winston Rodrigues são apontados pelas investigações como os supostos financiadores das ações de divulgação de notícias falsas, e os quatro tiveram os sigilos bancários e fiscal quebrados.

    A operação desta quarta cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços do empresário Luciano Hang: na sede da Havan, na Rodovia Antônio Heil, em Brusque, e em dois endereços residenciais do empresário - um deles na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. Os policiais apreenderam celulares e computadores.

    Por meio de nota, Hang afirmou que está com a “consciência tranquila”, que “não tem nada a esconder” e que jamais atentou contra os membros do STF ou contra a instituição.

    “Nada tenho a esconder, uma vez que tudo o que falo está nas minhas redes sociais e é de conhecimento público. Meu computador pessoal e inclusive meu celular foram disponibilizados para a perícia, o que ficará comprovado no decorrer do inquérito", disse.

    Outros alvos da operação são o ex-deputado Roberto Jefferson, e ativistas apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Entre ele, Sara Winter, que coordena um acampamento para treinar militantes favoráveis ao governo, e o blogueiro Allan dos Santos. Foram expedidos ao todo 29 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná, além de Santa Catarina.

    O empresário catarinense Luciano Hang também é um dos principais apoiadores de Bolsonaro e tem exercido influência inclusive sobre decisões do próprio governo.

    Não é a primeira vez que o empresário tem o nome ligado à divulgação de fake news. Recentemente, Hang foi condenado pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas (SP) a pagar R$ 20,9 mil de indenização ao reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, e a publicar uma retratação nas redes sociais. O motivo foi uma publicação feita pelo empresário catarinense, em julho do ano passado, em que acusou o reitor de gritar “Viva la Revolução” durante uma cerimônia de formatura em que o reitor não esteve presente. No fim do ano passado, Luciano Hang também teve posts removidos no Facebook, ao Instagram e ao Twitter após decisão judicial. Nas postagens, ele reclamava da atuação do Ministério Público.

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