As famílias dos mineiros encontrados mortos em Biguaçu, na Grande Florianópolis, após seis dias desaparecidos, pediu por justiça pelos jovens durante o sepultamento de Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos, nesta segunda-feira (5) em Minas Gerais. Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, serão sepultados nesta terça-feira (6).
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— Que eles achem os culpados para acabar com essa dor e sofrimento no coração da gente, por favor. É isso que eu espero, tirar esse sentimento de dor — pediu André Luiz da Silveira, o pai de Daniel, em entrevista à EPTV.
Os corpos dos jovens chegaram em Guaxapé, em Minas Gerais, por volta das 9h45min de segunda-feira e foram enterrados 15 minutos depois. Uma breve cerimônia foi feita ao lado do cemitério com caixões fechados. Além do pai de Daniel, a mãe de Bruno também pediu por justiça pelo filho:
— Eles acharam que meu filho era bandido, mas não era. Meu filho era trabalhador e agora eu enterrei meu filho. Eu quero justiça […] Deus vai cobrar todos os que fizeram isso com eles, com os quatro.
Uma outra familiar, que preferiu não se identificar, falou que uma das vítimas veio para Santa Catarina para trabalhar e que sempre conversava com a família.
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— Sempre foi educado. Não tem passagem pela polícia, não tem envolvimento com droga, com crime — diz.
O velório de Guilherme e Pedro está marcado para às 9h desta terça-feira.
Quem eram os jovens
Corpos foram encontrados com sinais de tortura
Os corpos de Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira foram encontrados com sinais de violência e abandonados no bairro Fundos, às margens de uma estrada em Biguaçu. Segundo o delegado regional da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, há sinais que podem indicar a prática de tortura. Nenhuma hipótese do que aconteceu está descartada até o momento, afirmou o delegado.
— Pode ser, sim, briga de facção criminosa, pode ter sido alguma discussão que antecedeu os fatos, pode ter sido algum tipo de crime patrimonial. Nós trabalhamos com todas as hipóteses — afirma.
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Os familiares estão sendo ouvidos pela polícia. Para a investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina troca informações com a Polícia Civil de Minas Gerais.
Relembre o caso
Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira estavam desaparecidos desde a madrugada do dia 28 de dezembro em São José, na Grande Florianópolis.
O boletim de ocorrência foi registrado por um vizinho de dois jovens. O último contato foi feito por volta da meia-noite de domingo, quando Pedro falou com o homem por um aplicativo de mensagem, o convidando para ir a um bar no Centro de Florianópolis. Ainda naquela madrugada, segundo o documento, o jovem também teria feito contato com uma mulher através de uma rede social, por volta das 3h.
No sábado (3), os corpos foram encontrados abandonados às margens de uma estrada de Biguaçu com sinais de violência e em estado de decomposição.
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A Polícia Civil informou que investiga o caso e que fez todos os procedimentos periciais e levantamentos necessários para “subsidiar as diligências investigativas”. No domingo (4), a Polícia Científica confirmou que os corpos encontrados eram dos jovens desaparecidos.






