A ideia de que o motorista brasileiro tem “crédito” de 40 pontos antes de perder a CNH é uma das armadilhas mais perigosas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Existe um grupo de infrações, as chamadas autossuspensas, que funcionam como um “cartão vermelho” direto: cometeu, o processo de suspensão começa na hora, não importa se você nunca levou uma multa na vida.
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O peso do pé no acelerador
Muita gente abusa da velocidade acreditando que apenas somará pontos. O erro é matemático. Se você ultrapassar a máxima permitida em mais de 50% — como passar a 121 km/h em uma via de 80 km/h — a suspensão é automática. O gancho pode variar de 2 a 8 meses, acompanhado de uma multa multiplicada por três.
É o fim da mobilidade para quem confia demais no próprio reflexo.
Álcool e a lei do “não”
No quesito embriaguez, a lei não dá margem para interpretação. Seja pelo teste positivo ou pela simples recusa ao bafômetro, o motorista encara 12 meses de suspensão e uma multa salgada de R$ 2.934,70. Se repetir o erro em um ano, o prejuízo financeiro dobra.
Rigor máximo sobre duas rodas e omissão
Para os motociclistas, o CTB é ainda mais severo. Pilotar sem capacete ou fazer malabarismos suspende o direito de pilotar e de dirigir carros simultaneamente.
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Outro ponto crítico é a omissão de socorro: deixar de prestar auxílio em acidentes com vítimas gera suspensão de até um ano, além de possíveis implicações criminais. No trânsito, o erro de um segundo pode custar o direito de ir e vir por meses.
*Com edição de Nicoly Souza

