A troca de óleo é, indiscutivelmente, uma das manutenções mais cruciais para a saúde de qualquer motor. O lubrificante atua como o “sangue” do motor, garantindo que as peças móveis funcionem sem atrito excessivo, controlando a temperatura e limpando o sistema interno. No entanto, muitos motoristas confiam apenas no adesivo da quilometragem colado no para-brisa ou, pior, esperam a luz de óleo acender no painel — o que, muitas vezes, já indica um problema grave.

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É fundamental entender que o óleo se degrada com o tempo e o uso, perdendo suas propriedades e ficando contaminado. Profissionais da área e fontes especializadas apontam que o motor costuma dar sinais claros de que a lubrificação está comprometida, muito antes de qualquer alerta eletrônico. Conhecer esses indicadores práticos é a chave para a manutenção preventiva e para evitar danos caros.

Verificando o óleo do carro

Alguns indicadores mostram que é necessário realizar a troca o mais breve possível. Outro fator que ajuda os condutores é que a principal checagem pode ser feita em casa, de maneira fácil. Verificar o nível de óleo é mais simples do que parece.

Como verificar? Confira o passo a passo

Antes de mais nada, o carro deve estar estacionado e o motor frio. Fazer essa checagem com o carro aquecido pode causar acidentes e queimaduras.

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Passo 1 – basta abrir capô e retirar a vareta de medição.

Passo 2 – Com o auxílio de um pano limpo, retire o óleo da ponta da vareta e insira no reservatório novamente.

Passo 3 – retire mais uma vez a vareta de medição. O nível do óleo deve estar entre as marcas de mínimo e máximo. Se o nível estiver abaixo do mínimo, complete com o tipo de óleo indicado pelo fabricante do veículo.

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O ideal é que essa verificação seja regularmente, pelo menos a cada duas semanas. É importante lembrar, também, que o nível de óleo não deve baixar com frequência. Se isso estiver acontecendo, pode indicar algum problema, como vazamentos, e se faz necessário levar o veículo até um mecânico.

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Cor e textura de óleo: um indício relevante

A inspeção visual é o método mais direto e eficaz. O óleo novo apresenta uma cor dourada e translúcida. Com o uso e o tempo, ele gradualmente se torna preto e opaco, indicando a contaminação por partículas de sujeira e resíduos da combustão.

O motorista deve verificar o nível e a qualidade do óleo com o motor frio e desligado há alguns minutos:

  • Cor: Se estiver preto-carvão e com uma aparência espessa, é um sinal de desgaste avançado.
  • Textura: Se o óleo estiver grosso ou com a presença de pequenas partículas visíveis na vareta, significa que ele perdeu sua capacidade de limpeza e deve ser trocado.

Ruídos estranhos e batidas no motor

A principal função do óleo do carro é criar uma camada protetora entre as peças metálicas. Quando o lubrificante perde viscosidade ou está em nível baixo, o atrito aumenta consideravelmente.

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A consequência mais audível disso são os ruídos metálicos incomuns. O surgimento de “batidas” ou “rangidos” vindos do motor, especialmente ao ligar o carro ou em marcha lenta, é um alerta grave. Esses barulhos indicam que a lubrificação está falhando e há contato indesejado entre componentes vitais.

Cheiro forte de óleo ou queimado na cabine

Um odor forte de óleo quente ou cheiro de queimado dentro da cabine é um sinal de alerta que merece atenção imediata. Na maioria dos casos, isso sugere um vazamento que está atingindo partes quentes do motor ou do escapamento.

No entanto, também pode indicar que o motor está trabalhando com uma temperatura excessivamente alta devido à falta de lubrificação, o que faz o óleo remanescente aquecer e gerar o cheiro.

Fumaça incomum no escapamento

Embora a fumaça possa estar relacionada a outros problemas, a fumaça azulada vinda do escapamento está quase sempre ligada à queima de óleo. Isso ocorre quando o lubrificante está velho demais e com a viscosidade comprometida, permitindo que ele passe pelas câmaras de combustão e seja queimado junto com o combustível.

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Fatores que antecipam a troca

Além dos sinais visuais e sonoros, o motorista precisa considerar o tempo de uso, e não apenas a quilometragem.

Tempo vs. Quilometragem

Especialistas e fabricantes geralmente recomendam a troca a cada 5.000 a 10.000 quilômetros, dependendo do tipo de óleo (mineral, semissintético ou sintético). No entanto, o tempo também é um fator crítico. Mesmo que o carro rode pouco, o óleo degrada-se por oxidação ao entrar em contato com o ar e a umidade. A recomendação padrão é realizar a troca a cada seis meses a um ano, mesmo que o limite de quilometragem não tenha sido atingido.

Uso em condições severas

O uso do veículo em condições de tráfego intenso (“anda-e-para”) ou a realização frequente de trajetos muito curtos(onde o motor não atinge a temperatura ideal) são considerados “uso severo”. Nesses casos, o óleo é exigido além do normal e pode ser necessária uma antecipação da troca, como indicam os manuais de proprietários.

O último alerta

Se a luz indicadora de pressão do óleo no painel se acender, a situação é grave. Isso significa que a pressão de lubrificação está perigosamente baixa. A recomendação de segurança é parar o veículo imediatamente em um local seguro e desligar o motor, evitando o risco de fundir os componentes internos por atrito.

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A manutenção correta do óleo do carro vai muito além de seguir o que o painel ou o adesivo do posto indicam. É um exercício de atenção e prevenção. Ao monitorar a cor, o som e o cheiro do veículo, o motorista pode garantir que o motor funcione com máxima eficiência, prolongando sua vida útil e, principalmente, evitando gastos significativos com reparos de peças danificadas por lubrificação deficiente.

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