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    Luto no esporte

    Amigos lamentam morte do triatleta Felipe Manente: "Amava o esporte"

    Atletas do mundo todo lamentaram a morte de Manente nas redes sociais

    09/09/2020 - 05h00 - Atualizada em: 09/09/2020 - 10h44

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Felipe Manente, morre aos 31 anos, enquanto treinava
    Felipe Manente, morre aos 31 anos, enquanto treinava
    (Foto: )

    Disciplinado, humilde e de sorriso fácil, o triatleta Felipe Manente, de 31 anos, morto nessa terça-feira (8), em Florianópolis, após sofrer uma parada cardíaca no treino de natação, era um profissional respeitado e muito conhecido no mundo esportivo, especialmente na Grande Florianópolis, região onde viveu a maior parte de sua vida.

    O velório ocorreu na manhã desta quarta-feira (9), na capela funerária São Pedro, no bairro Itacorubi, em Florianópolis. 

    Felipe era um dos organizadores da Fodaxman, uma prova de triathlon extremo que ocorre em Santa Catarina e atuava na assessoria esportiva de triatlo, corrida, auxiliando atletas através de planilhas individualizadas de treinamento semanais.

    De origem humilde, conheceu o esporte para o qual dedicou o resto da sua vida ainda em 2012, aos 13 anos de idade. Na Escolinha de Triathlon ADTRISC São José, foi um dos primeiros alunos do projeto criado para crianças da comunidade e, desde o início, se destacou pela determinação e coragem, segundo a coordenadora, Elinai dos Santos Freitas Schutz:

    — Era diferente, corajoso, audacioso e extremamente esforçado.

    Felipe Manente
    Felipe Manente
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    Embora tarde para o triatlo, provou seu desempenho e foi selecionado para o Centro Nacional de Treinamento em 2005, época em que se mudou para Vila Velha, no Espírito Santo, onde também se formou em Educação Física. 

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    — Aproveitou as oportunidades, competiu em todas as categorias e se destacava. Com 20 anos, era atleta de elite – conta o treinador de triatlo em SC e atleta há 30 anos, Roberto Lemos.

    Em 2011, segundo a treinadora Elinai, retornou para São José, sua cidade de origem, e para a escolinha onde descobriu sua verdadeira vocação.

    — Começou a trabalhar com as crianças até 2013, quando precisou se dedicar aos treinos. Desde então, também competiu, se orgulhava muito de São José. E continuou como colaborador da escolinha, como referência, atuando com palestras, tendo contato com as crianças, dando oficina de bicicleta – lembra a coordenadora, que chegou a treinar Manente quando chegou ao projeto. 

    Fodaxman Extreme Triathlon

    Apaixonado pelo esporte, também foi um dos sócios-fundadores do Fodaxman Extreme Triathlon, a primeira prova de triatlo extremo da América Latina e conhecida mundialmente pela sua dificuldade. 

    Ao lado de outros três amigos, organizava as provas anuais desde 2016. Bastante emocionado, um dos sócios Rafael Pina Pereira, conta que Manente realizou a primeira edição, para 10 pessoas, no final de 2016 sozinho.

    — Era de uma capacidade astronômica e humildade proporcional. O tanto que é capaz, é humilde. Fazia tudo bem feito. Ele simplesmente só fazia, se fosse direito. Fez (as provas de) 2017, 2018 e 2019. Todos anos ficou na organização. Chegou pegar tempestade de granizo para entregar as medalhas quando os competidores concluíssem. E esse ano ele iria correr. Agora a gente vai correr por ele, provavelmente – lamenta o amigo. 

    Felipe Manente
    Um dos idealizadores da primeira prova de triatlo extremo da América Latina, Felipe Manente participaria dela pela primeira vez este ano
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    Uma pessoa exemplar

    Altruísta, dedicava-se aos amigos e alunos que integravam o meio esportivo com o mesmo entusiasmo que destinava ao próprio treino, só para "criar nos outros esse comportamento de fazer as pessoas evoluírem”, conta o amigo Rafael Pina Pereira.

    — É raro de ver isso. Ele era um dos melhores e treinava com os amigos apenas para estimular, mesmo que isso o prejudicasse. Mesmo que depois tivesse que fazer outro treino – elogia Pina. 

    Com uma personalidade menos expansiva, conquistou as pessoas com quem conviveu, pela tranquilidade e leveza com que encarava os desafios. 

    — Era um guri muito tranquilo, carinhoso e, ao mesmo tempo, ativo, participativo. Era realmente muito disciplinado, focado em fazer o que é certo. Ter sido treinador dele foi pra mim uma grande honra – conclui Roberto Lemos. 

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