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ELEIÇÕES 2022

Angela Amin diz que foi a favor do voto impresso em plenário e reclama de "erro no sistema"

Deputada argumentou estar com a consciência tranquila porque mantém posição a favor da proposta, apesar do equívoco que alega ter cometido

11/08/2021 - 05h00 - Atualizada em: 11/08/2021 - 09h22

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Por Luana Amorim
Clarissa
Por Clarissa Battistella
Deputada se apresentou como favorável a PEC do voto impresso
Deputada se apresentou como favorável a PEC do voto impresso
(Foto: )

A deputada federal catarinense Angela Amin (PP) apareceu entre os parlamentares que se manifestaram a contra a PEC 135/19 do voto impresso na noite de terça-feira (10). É o que o "placar" do plenário mostrou, mas ela contesta. A parlamentar, após encerrada a sessão, argumentou ter cometido equívoco e reclamou de "erro no sistema". A votação, que decidiu o futuro das eleições, terminou por volta das 22h, com rejeição da proposta.

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) previa que o voto seguisse por meio da urna eletrônica, porém, com a impressão de uma cédula de papel, que poderia ser conferida pelo eleitor e utilizada para futuras auditorias da votação. 

O texto também pedia que a apuração ocorresse exclusivamente manual, com a contagem das cédulas em cada seção eleitoral ao final da votação.

Assim que a tensa sessão foi encerrada, Angela Amin se manifestou nas redes sociais, onde reafirmou posição favorável ao que considera ser um "voto auditável" e argumentou que "um erro no sistema" não permitiu retificar o equívoco.

Na mesma publicação, a parlamentar disse estar com a consciência tranquila, por manter seu posicionamento - e intenção de voto - favorável a matéria. A reportagem procurou a deputada para comentar o resultado da votação no plenário, mas não conseguiu contato até as 23h30min.

Anteriormente, Angela já havia declarado apoio a PEC nas redes sociais. Um dia antes da votação, na segunda-feira (9), chegou a publicar que "o que não é auditável, não é confiável" e disse a mudança traria "mais segurança ao eleitor e mais transparência e confiabilidade ao processo eleitoral". 

O texto já tinha sido rejeitado na comissão especial que analisou o tema semana passada, por 23 votos a 11. Mesmo assim, ele foi levado para votação em plenário.

A discussão da proposta ocorreu no mesmo dia que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de um desfile de tanques de guerra em frente ao Congresso. A medida foi vista como uma forma de pressionar os parlamentares, já que o voto impresso se tornou uma das principais bandeiras do presidente nos últimos meses.

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