O pastor e ativista político Silas Malafaia, utilizou as redes sociais para criticar o discurso feito pela pastora Helena Raquel durante o 40º Congresso dos Gideões, onde ela afirma que mulheres que sofrem algum tipo de violência muitas vezes são encorajadas pela igreja a não denunciar. Ao gritos, Malafaia afirma que a narrativa não passa de uma “safadeza para nos denegrir”.
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Compartilhado na manhã dessa sexta-feira (8) pelo próprio pastor, o vídeo já ultrapassa a marca de 1 milhões de visualizações. No registro, Silas questiona e ironiza o dado de que 43% das mulheres evangélicas são vítimas de violência contra a mulher.
Exaltado, o pastor indaga “Que pesquisa vagabunda é essa? Desafio a comprovar isso”. A informação está no relatório Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil onde 42,7% das mulheres ouvidas pelo levantamento que se declararam evangélicas afirmaram já ter sofrido violência de parceiro ou ex-parceiro íntimo.
Veja o discurso de Malafaia
Relatório traz balanço de violência entre evangélicas
O relatório foi publicado no segundo semestre de 2025, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa traz dados de traz dados dos diferentes tipos de violência contra as mulheres brasileiras ao longo do ano e ao longo da vida da cada uma.
A pesquisa ouviu mulheres de diferentes classes sociais, estados, e religião. As entrevistas tinham a idade a partir de 16 anos, e forneceram sozinhas as respostas ao levantamento. Segundo o relatório “Considerando a religião da vítima, 42,7% das mulheres evangélicas afirmaram ter sofrido alguma forma de violência por parte do parceiro íntimo, índice de 35,1% entre as católicas”.
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Além disso, 49,7% das mulheres evangélicas relatou ter vivenciado situações como manipulação emocional, invasão de privacidade, domínio financeiro, e privação da autonomia. Entre as católicas, o número ficou em 44,3% das entrevistadas.
A fala da pastora Helena Raquel
A pastora carioca Helena Raquel fez um discurso forte durante sua participação no Congresso dos Gideões 2026. Ela se apresentou no último sábado (2) à noite e, durante a pregação, trouxe um apelo às mulheres para procurarem a polícia se estiverem sofrendo violência doméstica. “Quem agride, mata”, destacou enfaticamente no microfone.
Helena Raquel estava no palco quando disse que gostaria de aproveitar o espaço, desejado por muitos pastores, para pedir que as mulheres evangélicas parem de orar pelos seus agressores e comecem a orar por si.
O vídeo foi publicado nas redes sociais neste domingo (3) e já ultrapassava milhões de visualizações. Helena Raquel afirmou durante a pregação que as vítimas procurem uma delegacia, busquem abrigo em local seguro e foi além: “Não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí”, pediu a pastora.
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Nas redes sociais, a pregadora enfatizou que a igreja não pode mais se omitir diante da violência doméstica. “A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação”, escreveu no post com o vídeo. Ainda fez questão de deixar os telefones 180 e 100, para serem feitas denúncias contra a violência doméstica.

