Temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro de igrejas foram tópicos do discurso da pastora Helena Raquel, que ganhou ampla repercussão nas redes sociais, após a participação da presbítera no maior congresso evangélico do Brasil, em Camboriú.
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Quando questionada da motivação da palavra, a pastora afirma que foi um direcionamento espiritual, e o momento era propício, já que o evento atrai cerca de 200 mil pessoas presencialmente, além de outras milhares em transmissões on-line.
— Foi um direcionamento de Deus ao meu coração. E aí então eu digo, por que ali? O Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora é um dos principais encontros evangélicos do Brasil e tem também audiência espalhada pelo mundo. No momento em que eu estava ministrando pelo YouTube, havia cerca de 50 mil pessoas assistindo em tempo real. Usar aquele público para falar à igreja era o meu objetivo, para correção de rota de um assunto tão pertinente que vem tendo falhas de interpretação ao longo do tempo. Era uma urgência divina — relata Helena.
Com cerca de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, o trecho da pregação ministrada no último sábado (2), foi compartilhado pela pastora e já ultrapassou a marca de 18 milhões de visualizações. No discurso, ela se refere especificamente à mulheres que sofrem com maridos abusivos e oram para o comportamento deles seja mudado, ao invés de denunciá-los.
Surpresa com a repercussão, a presbítera diz que Deus decidiu que a mensagem deveria “furar a bolha” da igreja, e ultrapassar barreiras institucionais.
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— Eu sei exatamente que hoje tudo ganha uma certa proporção, mas eu acredito que não foi uma coisa comum, foi bem excepcional, especialmente falando de uma pastora e de um ambiente eclesiástico e uma conferência pentecostal. Então não foi só uma bolha, foi um conjunto de bolhas que Deus decidiu fazer essa palavra romper — destaca.
A pastora ainda faz um alerta e assim como em seu discurso no Gideões, incentiva mulheres a não se calarem sobre abusos sofridos, mesmo que eles tenham sido perpetrados por homens que frequentam a igreja.
— Independentemente da religião, ninguém deve se calar diante da violência. Denuncie, busque um ambiente seguro. E não se sinta rejeitado por Deus, muito pelo contrário, mantenha-se nos braços dele — concluiu.
Como denunciar violência contra a mulher

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Quem é a pastora Helena Raquel
Moradora do Rio de Janeiro, Helena é casada com o pastor Eleomar Dionel e mãe da jovem Maria Clara. Essa não é a primeira vez que a carioca marca presença no congresso, já que sua estreia no evento foi há mais de uma década atrás, em 2012, à convite da missionária Elba Bernardino, esposa do falecido pastor e fundador dos Gideões, Cesino Bernardino.
Desde então, a pastora já ministrou em diversas oportunidades, nas edições de 2019, 2023, 2024, 2025 e 2026. Nesse ano, a palavra da pastora foi intitulada “Quebrando o silêncio”, onde ela abordou temas sensíveis como violência doméstica, feminicídio e abuso sexual.
Além disso, Helena também é idealizadora do projeto Pastoras do Brasil, um movimento e encontros voltado para mulheres que são pastoras, esposas de pastores ou líderes cristãs. O objetivo é gerar um espaço de acolhimento, aperfeiçoamento ministerial e oração.
A pastora também já escreveu diversos livros que estão à venda em sua loja, entre os mais vendidos estão “Não pare agora”, “Eleitas” e a Coletânea Liderança Cristã de Mulheres. Com mais de 10 obras publicadas, os livros da carioca são voltados principalmente para o público feminino, liderança e ensinamentos bíblicos.
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Veja a pregação viralizada no Gideões
*Com informações da Globo News e portal G1










