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Apenas um a cada cinco catarinenses usa camisinha em todas as relações sexuais, aponta IBGE

Pesquisa indica, ainda, que 11 a cada 100 pessoas procuraram serviços públicos para ter acesso gratuito a preservativos

07/05/2021 - 15h16

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Augusto
Por Augusto Ittner
Amazonas é o estado com melhor colocação no Brasil neste indicador.
Amazonas é o estado com melhor colocação no Brasil neste indicador.
(Foto: )

Somente um a cada cinco moradores de Santa Catarina usa camisinha em todas as relações sexuais. É isso que indica um estudo sobre atividade sexual liderada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde divulgados nesta sexta-feira (7) mostram que 78,6% dos entrevistados indicaram ter feito sexo sem o preservativo pelo menos uma vez no ano.

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Esse indicador referente à utilização de camisinha coloca o Estado na 16ª posição entre as unidades da federação. O melhor colocado é o Amazonas, onde 35,8% das pessoas disseram usar sempre a proteção. 

Além disso, 11 a cada 100 moradores de SC com mais de 18 anos procuraram o serviço público para obter preservativos de graça, o que representa uma taxa de 10,8%. Assim como no outro dado, o Amazonas também lidera: 23%.

A pesquisa do IBGE expõe, ainda, o fato de que os mais escolarizados e mais novos são os que mais usam camisinha em todas as relações sexuais. Com pessoas entre 18 e 29 anos, o índice é de 35,5%. O número vai decaindo à medida em que a faixa etária chega aos mais velhos: entre 30 e 39 anos, 23,2%; entre 40 e 59 anos, 15,5%; e com os que têm mais de 60 anos, a taxa é de apenas 10,1%.

Entre aqueles que têm ensino superior completo, 27,8% usam preservativo sempre. O índice é quase três vezes maior do que entre os que têm o ensino fundamental incompleto, que é de 10,1%.

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Ainda segundo o IBGE, os catarinenses têm a primeira relação sexual, aos 17,2 anos — semelhante à média nacional, que é de 17,3. Os jovens com idade entre 18 e 29 anos são os que iniciaram a vida sexual mais cedo, aponta o instituto: aos 15,9 anos. A pesquisa indica ainda que 95% dos maiores de idade no Estado já fizeram sexo pelo menos uma vez, pouco acima da média do país, de 93,9%.

Essas informações ajudam o governo federal a tomar medidas para evitar, por exemplo, o avanço de doenças sexualmente transmissíveis.

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