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Pandemia

Pacientes de Manaus que vieram a SC tratar Covid-19 começam a receber alta

Preocupação com a variante amazônica do coronavírus fez com que eles ficassem em espaços separados, diz HU

02/02/2021 - 15h11

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Redação
Por Redação DC
Onze pacientes de Manaus foram trazidos a SC para tratamento de Covid-19
Onze pacientes de Manaus foram trazidos a SC para tratamento de Covid-19
(Foto: )

Pouco mais de 48 horas após a chegada dos pacientes de Manaus para tratamento de Covid-19 em Santa Catarina, dois já estão em condição de alta no Hospital Universitário. Os infectados receberam o mesmo tratamento dos demais e tiveram rápida recuperação, conforme explicou o coordenador da emergência do HU, Douglas Barbosa, em entrevista à NSC TV.

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Dos 11 pacientes que chegaram em Florianópolis, oito foram encaminhados ao Hospital Nereu Ramos e três foram enviados ao Hospital Universitário. O coordenador do HU, relatou que todos os cuidados foram tomados para que os doentes não tivessem uma piora no quadro depois da viagem à Santa Catarina.

 — Sabíamos que eles seriam pacientes de média e baixa complexidade. Mas nós até abrimos leito extra de UTI, porque como eles fizeram uma viagem longa, não sabíamos em que condição eles iriam chegar. O fato é que eles chegaram em condições clínicas estáveis e evoluíram de forma positiva — relatou. 

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O coordenador do HU explica que apesar de não ter a confirmação se essas pessoas foram infectadas com a nova cepa, elas foram mantidas em um quarto isolado. Os protocolos de segurança continuam os mesmos, apesar da cautela quanto à possibilidade de infecção pela "variante amazônica".

— Os profissionais de saúde que atenderam esses pacientes usaram os mesmos EPIs [equipamentos de proteção individual] que a gente já tinha. Não temos certeza se essa variante consegue sobrepor essas camadas de EPIs que temos, mas até onde a gente saiba, isso não ocorre — explicou. 

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Apesar de mais infecciosas, estudos apontam que as novas cepas não provocam casos mais graves da doença, conforme destacou o médico: 

— O risco que a gente tem ouvido falar em relação a essa nova cepa, é por conta da alta infectividade que ela tem, porém o desfecho clínico é o mesmo, ou seja, o quadro do paciente se mantém igual. Então o risco realmente é com relação à aglomeração e as pessoas não estarem se cuidando — critica o coordenador do HU.

*Em colaboração com NSC TV

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