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    Após paralisação, trabalhadores do transporte de Blumenau voltam a se mobilizar na segunda

    Ônibus vão circular em horário normal no sábado e no domingo. Categoria protesta para aprovar convenção coletiva

    14/02/2020 - 19h53 - Atualizada em: 14/02/2020 - 19h56

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    Por Jean Laurindo
    Transporte coletivo teve paralisação parcial nesta sexta-feira
    Transporte coletivo teve paralisação parcial nesta sexta-feira
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    Depois de uma sexta-feira com paralisação parcial em linhas de ônibus no período da manhã, o transporte coletivo de Blumenau terá funcionamento normal no fim de semana. A informação foi confirmada em nota pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol). A entidade informa que os protestos e mobilizações voltam a partir da segunda-feira (17), mas não confirma se a paralisação dos trabalhadores será retomada já na segunda.

    O sindicato havia comunicado uma paralisação total das atividades para esta sexta-feira (14). No entanto, para atender a uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a categoria paralisou as atividades de apenas 10% do total de trabalhadores. As linhas escolhidas para ficarem sem ônibus nesta sexta foram todas as que saem do Terminal Garcia, com exceção do Troncal 10, que liga o bairro com os terminais Fonte e Aterro.

    No início da tarde, porém, a categoria comunicou o retorno às atividades retomando até mesmo as linhas do Terminal Garcia, informando que no final de semana o trabalho será feito normalmente e que as manifestações serão retomadas na próxima semana.

    O diretor de Patrimônio do Sindetranscol, Ari Germer, diz que a decisão de parar somente no primeiro turno nesta sexta-feira foi decisão dos trabalhadores e que já serviria como “sinal” para a empresa de que a categoria está disposta a lutar pela negociação.

    – Sobre segunda-feira, ainda não está definido. Esperamos um contato por parte da empresa para negociar. Segunda-feira é outro dia. Vamos conversar com os trabalhadores e avaliar junto com eles os próximos passos. Nosso objetivo não é parar, é negociar – pontua Ari.

    Impasse na negociação salarial motiva paralisação

    A mobilização se deve a um impasse na negociação da convenção coletiva com a Blumob, concessionária do transporte coletivo na cidade. A data-base para reajuste salarial da categoria venceu no último dia 1º de novembro, mas até agora não houve acordo entre os trabalhadores e a empresa Blumob.

    A negociação chegou a ser feita com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No fim de novembro, motoristas e cobradores aprovaram em assembleia uma proposta apresentada no TRT pelo desembargador Roberto Luiz Guglielmetto, mas a negociação no tribunal não avançou.

    O acordo previa reajuste de 2,55% no salário e no vale-alimentação, índice que corresponde à inflação dos últimos 12 meses segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — esse percentual inclusive já foi repassado às folhas de pagamento dos profissionais.

    Dessa forma, a categoria abriu mão de pedir os 5% de aumento real que eram reivindicados antes de a negociação avançar para o tribunal. No entanto, para deixar de pedir 5% de aumento real, a categoria pedia como contrapartida a manutenção das cláusulas sociais da atual convenção coletiva e a implantação de um Plano de Participação nos Resultados (PPR), um benefício novo para a categoria.

    A Blumob alega que nenhum benefício já conquistado pelos trabalhadores será retirado e que o atendimento de todas as exigências feitas pela categoria irá resultar no aumento da tarifa.

    Sem avanço na negociação desde o fim de novembro, a categoria decidiu aprovar o estado de greve na semana passada e, nesta sexta-feira, cruzou os braços pela primeira vez., que costuma ser um prenúncio para paralisações no transporte coletivo durante as negociações salariais.

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