A Argentina fechou 2023 com inflação acumulada em 211,4%, a maior alta anual em 33 anos. Apenas em dezembro do ano passado, os preços na economia portenha tiveram alta de 25,5%. Os índices foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos do país (Indec) nesta quinta-feira (11).

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Em novembro de 2023, mês em que Javier Milei foi eleito presidente argentino, o país havia tido inflação mensal de 12,8%. Naquela mesma altura, o acumulado desde janeiro era de 148,2%.

A subida de preços no ano só ficou atrás da hiperinflação enfrentada pelos argentinos em 1990, ocasião em que os indicadores ultrapassaram a marca dos 1.300%.

A gestão Milei, que tomou posse em dezembro, em substituição ao governo de Alberto Fernández, celebrou, no entanto, o resultado do último mês do ano. Durante a manhã, horas antes do Indec divulgar o resultado da inflação, o próprio presidente argentino disse que um número perto dos 25% indicaria o êxito de sua política econômica, por entender que poderia ser maior sem medidas de ajuste.

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Em seu primeiro discurso após ser empossado, ainda em dezembro, Milei havia dito que a inflação no país deveria ser de 20% a 40% a cada mês até fevereiro de 2024.

O ministro da Economia local, Luis Caputo, também havia anunciado que a inflação seria ainda mais dura ao menos em um primeiro momento do governo, por ocasião do chamado “Plano Motosserra”, uma pacote fiscal de Milei que previa, entre outras medidas, a desvalorização forçada do peso em relação ao dólar e o aumento provisório de um imposto sobre a importação, além de cortes de subsídios.

Um relatório do banco americano JPMorgan do fim do ano passado estimou que a inflação da Argentina terminará em 210% em 2024, com ritmo desacelerado apenas a partir do segundo semestre.

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