O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda, mas afirmou que duas das oito armas indicadas pela defesa do ex-presidente não estavam no batalhão.
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Segundo o Comandante do Batalhão de Polícia do Exército, as armas que não foram localizadas são uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
Após a manifestação do Exército, a defesa de Bolsonaro informou ao STF que a espingarda permanece em uma empresa importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul, alegando que o armamento foi um presente ao ex-presidente e nunca chegou a ser retirado do estabelecimento. Os advogados pediram que o ministro Alexandre de Moraes indique como deve ser feita a entrega da arma.
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Já em relação à pistola Glock, o número de série informado pelo Exército coincide com o da arma apreendida em junho deste ano durante uma blitz em Brasília, quando ela estava com um militar do Exército que integra a equipe de segurança de Bolsonaro.
Quais armas estão registradas em nome de Bolsonaro
- Pistola Taurus calibre .380;
- Pistola Taurus calibre .40;
- Pistola Glock calibre 9 mm;
- Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56 mm;
- Pistola Caracal calibre 9 mm;
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62 mm;
- Espingarda Typhoon calibre 12;
- Pistola Arex calibre 9 mm;
- Pistola SIG Sauer calibre 9 mm;
- Espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
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Por que Moraes pediu as armas de Bolsonaro ao Exército
Na sexta-feira (3), ao manter Bolsonaro em prisão domiciliar, Moraes havia determinado a apreensão de todas as 10 armas vinculadas ao ex-presidente, além de revogar seu porte de arma e o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Em resposta, a defesa informou que duas dessas armas já haviam sido entregues à PF em abril de 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). As outras oito permaneciam sob a guarda do Batalhão de Polícia do Exército, segundo os advogados.
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Diante da manifestação, Moraes determinou que o Exército entregue as oito armas à Superintendência da Polícia Federal em até 48 horas, para que sejam apreendidas e permaneçam vinculadas ao processo de execução penal. Em relação às outras duas armas, o ministro determinou que a PF verifique se elas já estão sob sua custódia.
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