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Assassinato em Balneário Camboriú pode ter relação com sumiço de Bitcoins, diz polícia

Suspeito foi preso nesta segunda-feira (11); vítima levou um tiro na cabeça dentro de uma Mercedes-Benz

11/10/2021 - 13h27

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Talita
Por Talita Catie
Vítima foi encontrada com tiro na cabeça dentro de um carro Mercedes-Benz
Vítima foi encontrada com tiro na cabeça dentro de um carro Mercedes-Benz
(Foto: )

O assassinato de Júlio Fernando de Andrade Niccioli, de 45 anos, pode estar relacionado com uma operação fracassada com Bitcoins. De acordo com as informações preliminares da Polícia Civil de Balneário Camboriú, a vítima foi morta possivelmente por estar cobrando o investidor a quem entregou R$ 100 mil para transações em moedas digitais. 

O homem confessou o crime e foi preso na manhã desta segunda-feira (11).

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Segundo o delegado Ícaro Malveira, Júlio morreu com um tiro na cabeça por volta das 22h30min de quinta-feira (7). O homicídio ocorreu na Rua 1500, no Centro de Balneário Camboriú, dentro da Mercedes-Benz da vítima. 

O corpo foi encontrado na manhã seguinte quando moradores estranharam o veículo de luxo no local e chamaram a polícia. Com o depoimento de testemunhas e câmeras de segurança, os investigadores identificaram o suspeito.

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O homem de 22 anos tem casa da cidade catarinense e as autoridades foram até lá ainda no decorrer da sexta na tentativa de encontrá-lo, mas familiares contaram que ele tinha saído de madrugada para ir a Cascavel (PR). 

Horas depois a Polícia Civil do Paraná informou que o homem havia se apresentado em uma delegacia do estado. Ele prestou depoimento, confessou o homicídio e foi liberado porque não havia mandado de prisão e já não era mais possível o flagrante.

No sábado (9), o delegado Malveira pediu a prisão preventiva do suspeito e a Justiça expediu o mandado. O homem se entregou na Central de Plantão Policial de Balneário Camboriú na manhã desta segunda-feira (11) na presença do advogado de defesa. Ele será encaminhado ao presídio de Itajaí e voltará a prestar depoimento ao longo dessa semana.

A hipótese de o crime estar relacionado a uma operação financeira de Bitcoins foi levantada por testemunhas que conversaram com os investigadores. Segundo os relatos, Júlio entregou R$ 100 mil ao homem para aplicação em moedas digitais. Desse valor, R$ 40 mil teriam sido usados em uma movimentação malsucedida e os outros R$ 60 mil teriam sumido. 

A Polícia Civil ainda vai apurar se há outros motivos para o assassinato.

Júlio era corretor de valores, mas não trabalhava com Bitcoins, conforme o delegado. O interesse por aplicação nesse mercado o teria levado até o responsável pelo crime. O homem preso não tem antecedentes criminais, de acordo com a Polícia Civil.

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