Com a entrada dos Estados Unidos no conflito entre Irã e Israel, realizando ataques estratégicos no Irã, surgem dúvidas sobre o impacto desse movimento de Donald Trump.

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Na noite de sábado (21), o presidente dos EUA fez um pronunciamento para informar que Fordow, Natanz e Isfahan, três instalações nucleares do Irã, “sofreram danos e destruição extremamente severos”. As informações são do g1.

Para as pessoas comuns, os ataques levantam uma série de questionamentos e dúvidas, tanto sobre o impacto da entrada dos Estados Unidos nos conflitos, quanto como isso pode afetar o dia a dia da população nesses países e aqui no Brasil. Veja as perguntas ainda sem respostas.

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Qual foi o real impacto dos ataques dos Estados Unidos ao Irã?

Para Trump, as instalações sofreram danos severos e foram destruídas. Já o general americano Dan Caine, disse que ainda levará um tempo para avaliar a extensão dos danos e que a primeira avaliação é de que crateras apareceram nas imagens de satélite do local.

As bombas usadas pelos Estados Unidos são projetadas para serem detonadas em áreas profundas e não na superfície. Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, disse que o ataque não foi um grande golpe porque os materiais já tinham sido retirados das instalações.

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Também não foi divulgado, nem pelos Estados Unidos, nem pelo Irã, se o ataque deixou vítimas. O governo iraniano diz que as instalações já tinham sido esvaziadas. Já os Estados Unidos afirmaram que a missão “não visava tropas iranianas, nem o povo iraniano”.

Quanto aos níveis de radiação, tanto a Arábia Saudita, quanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão de fiscalização nuclear da ONU, disseram que não houve aumento nos níveis de radiação na região.

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O Irã vai revidar o ataque dos EUA?

A outra grande pergunta do momento é se o Irã vai revidar o ataque dos Estados Unidos ou não. A declaração do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, é de que os EUA “devem receber uma resposta pela sua agressão”.

Para os analistas de conflitos internacionais, existem três caminhos possíveis para o Irã. O primeiro seria revidar com força e rapidez. O perigo disso é que uma retaliação aos EUA eleva o nível de tensão e riscos tanto para o país, quanto para a região.

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A outra possibilidade é que o Irã revide mais tarde. Isso não diminui os riscos do agravamento da situação mas seria uma forma do país surpreender os Estados Unidos. Já a terceira alternativa é que o Irã não faça nenhuma retaliação. Nesse caso o país poderia optar por uma via diplomática.

Vai aumentar o preço da gasolina?

Uma das consequências dos ataques foi que o Parlamento do Irã aprovou no domingo (22) o fechamento do Estreito de Ormuz. É uma medida de retaliação, porque o estreito é por onde passa cerca de 20% de todo petróleo comercializado no mundo.

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Com essa passagem fechada, o petróleo teria que desviar o caminho, fazendo o preço do barril disparar. Com petróleo mais caro, os efeitos diretos são na inflação, com preço maior na energia e nos transportes, impactando o preço dos alimentos e prejudicando também a produção industrial.

Segundo o g1, no Brasil isso pode significar aumento do preço da gasolina, do diesel e até de alimentos. Transporte por cargas também pode ficar mais caro e as exportações e importações brasileiras também seriam prejudicadas.

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