Com 80% das famílias brasileiras endividadas, o governo federal estuda liberar até 20% do FGTS para o trabalhador pagar as contas. A medida já era cogitada, mas o percentual foi divulgado neste fim de semana em uma entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à Folha de São Paulo.

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Recém-chegado ao cargo, ele afirmou que a medida deve contemplar trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos — o que significa até R$ 8.105. Se enquadram nesse perfil, segundo o ministro, cerca de 92% das pessoas com carteira assinada. Ou seja, cerca de 30 milhões de cidadãos.

Segundo Durigan, a previsão indica a liberação de R$ 7 bilhões.

A proposta prevê um trabalho de renegociação de dívidas junto aos bancos. A ideia é fazer com que os bancos ofereçam descontos aos endividados e reduzam a taxa de juros, tendo uma garantia do governo federal. A medida deve beneficiar também os trabalhadores informais, que não têm direito ao FGTS.

Ainda não há detalhes de quando as ações passaram a valer e nem qual o passo a passo para o cidadão seguir para ter acesso ao programa, pois depende da publicação de uma Medida Provisória.

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Na contramão do Brasil, Santa Catarina registrou em março o quinto mês consecutivo de queda da inadimplência do consumidor. O percentual de famílias com contas atrasadas ficou em 26,8% no mês passado, após registrar 28,1% em fevereiro, o que indica uma redução de 1,3 ponto percentual.

É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio de Santa Catarina em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Como sair da inadimplência

O primeiro passo para quem deseja regularizar a situação financeira é avaliar o contexto de cada dívida. Dependendo do caso, a negociação pode ser focada em dois caminhos:

  • Redução do valor total: identificação de taxas de juros abusivas ou multas indevidas por meio da análise de documentos.
  • Condições facilitadas: buscar por parcelamentos que caibam no orçamento mensal sem gerar novas dívidas.

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Atualmente, o processo está mais ágil graças ao uso de plataformas digitais especializadas em negociação e ao programa federal Desenrola Brasil, que oferece descontos agressivos para quem recebe até dois salários mínimos.

Para quem está com o orçamento apertado, a regra de ouro é estabelecer prioridades. Em casos complexos, como financiamentos e empréstimos bancários, o auxílio profissional pode ser decisivo para encontrar a melhor forma de pagamento.

Caso a quitação total ainda pareça distante, o foco deve ser a gestão financeira imediata. Especialistas recomendam:

  • Amortização: analise oportunidades de antecipar parcelas para reduzir o saldo devedor.
  • Pagar primeiro o mais caro: priorize faturas ou parcelas com as taxas de juros mais altas.
  • Portabilidade: estude transferir sua dívida para instituições que ofereçam juros menores.

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