O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis teve alta de 0,42% em janeiro de 2026, segundo levantamento realizado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (Fesag). O impacto maior foi nos grupos Transportes e Despesas Pessoais.
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Desenvolvido pela Udesc Esag, o ICV é uma pesquisa mensal baseada em nove grupos de despesas que compõem o orçamento das famílias de Florianópolis. (veja os números abaixo)
O grupo Transportes (1,60%) teve peso relevante no aumento do ICV em janeiro, com destaque para o aumento do preço transporte público urbano e dos combustíveis, como explica o coordenador do ICV, Hercílio Fernandes Neto.
— O que mais pesou no custo de vida no início do ano foi o aumento das tarifas de transporte. Esse impacto só não foi maior porque o grupo Alimentação, que reúne 128 itens, apresentou queda no período — afirma o administrador.
Em Florianópolis, os novos valores começaram a valer para todas as linhas do município no dia 1º de janeiro. O reajuste médio foi de 8%, o que fez com que a passagem chegasse a R$ 6,20 no cartão-cidadão. A tarifa antiga desta modalidade era R$ 5,75. O modelo de pagamento com cartões do sistema Passe Rápido (cidadão, social, estudante, vale-transporte e turista) segue sendo o mais econômico, além de garantir integração gratuita entre as linhas por até três horas.
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Já a tarifa paga em dinheiro ou no Pix por meio de QR Code nos ônibus de Florianópolis foi de R$ 6,90 para R$ 7,70, um aumento de 12% (ou R$ 0,80). Além disso, as empresas de ônibus passaram a aceitar pagamento em dinheiro somente nas bilheterias dos terminais a partir do dia 5 de janeiro.
Cidades de SC tiveram reajuste na tarifa de ônibus em 2026
Habitação recua, mas Saúde e Educação registram alta
Depois dos Transportes, o grupo de Despesas Pessoais foi o que mais pressionou o índice, com alta de 2,47%. O aumento foi puxado principalmente pela elevação nos preços de serviços pessoais, além de fotografia, filmagem e itens de recreação.
Outros grupos que registraram alta no período foram Saúde e Cuidados Pessoais (0,64%), influenciado pelo reajuste nos serviços de saúde, e Educação (0,16%), com aumento nos cursos regulares, especificamente em creches.
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Por outro lado, alguns grupos ajudaram a evitar um aumento ainda maior do custo de vida na Capital. São eles:
- Habitação (-0,83%);
- Alimentação e Bebidas (-0,52%);
- Artigos de Residência (-0,21%);
- Vestuário (-0,18%).
A redução no grupo Habitação foi influenciada, principalmente, pela queda no custo da energia elétrica residencial, decorrente da mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, segundo o ICV.
No grupo Alimentação e Bebidas, a retração foi puxada pela queda nos preços de alimentos consumidos no domicílio, com destaque para tubérculos, hortaliças, leites e derivados, além de alguns cereais e carnes. Já o grupo Vestuário apresentou recuo por conta das reduções nos preços de roupas, tecidos e armarinhos.
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O índice reflete a variação de preços de 297 bens e serviços que compõem o orçamento de famílias de Florianópolis com renda entre um e 40 salários-mínimos. A coleta dos preços foi realizada no mês de janeiro, entre os dias 1º e 31, em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços da capital catarinense.
Inflação desacelera no início do ano, mas custo de vida segue em alta
Na comparação com janeiro de 2025, quando o índice registrou alta de 1,20%, o resultado observado neste início de ano ficou 0,78 ponto porcentual abaixo, o que indica uma desaceleração da inflação local. Em relação ao mês anterior, dezembro de 2025 (0,43%), o índice também apresentou leve redução de 0,01 ponto porcentual.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo de vida em Florianópolis apresentou elevação de 4,36%, refletindo o impacto contínuo da variação de preços sobre o orçamento das famílias ao longo do último ano.
O ICV da Udesc Esag é uma das principais referências para o acompanhamento da inflação local em Florianópolis. Calculado desde 1968, o indicador permite analisar a evolução dos preços de bens e serviços essenciais, contribuindo para estudos econômicos, formulação de políticas públicas e compreensão do impacto do custo de vida sobre as famílias da capital.
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