Pressionada por preços altos de itens como alimentos, habitação e transporte, a inflação de Florianópolis, medida pelo Índice de Custo de Vida (ICV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag) teve alta acumulada de 5,17% a longo dos 12 meses de 2025. O resultado, mais uma vez, superou a inflação oficial do país, o IPCA, que subiu 4,26% no ano. Em dezembro, a inflação da capital de SC teve alta de 0,43% enquanto a média nacional ficou em 0,33% no mesmo mês.
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O resultado acumulado de Florianópolis em 2025 superou os de grandes cidades brasileiras como São Paulo (que teve alta de 4,80%) e Porto Alegre (4,79%). O Índice de Custo de Vida (ICV), que mede a inflação da capital catarinense, é calculado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag) e segue modelo semelhante ao do IBGE para apurar o IPCA.
Considerando os grupos de produtos que mais impactam no índice de Florianópolis, o de alimentos e bebidas teve alta de 7,33%, o de habitação subiu 8,77% e os transportes, 5,18%. Os grupos de educação (7,92%), saúde e cuidados pessoais (5,84%) e despesas pessoais (5,43%) também tiveram altas expressivas.
Chama a atenção o fato de o grupo de alimentos e bebidas em SC ter tido alta de 7,33% no acumulado do ano passado. A variação foi muito superior do que a desse mesmo grupo de produtos na inflação oficial do país, o IPCA, que variou 2,95% no ano.
O coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes, reconhece que a alta em SC foi bem maior do que a nacional, mas diz que não é possível fazer uma comparação direta porque o cálculo é diferente.
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– O nosso grupo de alimentação é muito maior do que o do índice nacional. O peso do deles é 20,65% e o do nosso é 22,69%. Além disso, no nosso índice, a alimentação fora do lar pesa 9,3% e para o nacional, pesa 6,06% – explica Hercílio Fernandes.
Segundo ele, outros grupos também tiveram variação superior à da nacional, mas existem diferenças no cálculo que impedem a comparação pura e simples. Apesar disso, ele reconhece que o custo de vida em Florianópolis, na maioria das vezes, é mais caro do que a média nacional. Assim foi no último ano, de 2025.
– Outro grupo com peso relevante na inflação, o de transporte, subiu 5,18% no ano em Florianópolis. Foi puxado pela alta do preço das passagens do transporte coletivo em janeiro. O índice nacional de transporte subiu 3,07% no ano – comentou o administrador do índice da Udesc Esag.
No grupo de alimentos, no ano passado, a maior alta acumulada foi na batata inglesa, 68,46%. Depois, veio o café solúvel com aumento de 47,75% nos 12 meses. O café em pó teve alta de 47%.
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Outros alimentos que tiveram maiores variações em 2025 foram tomate 46,45%, chocolate em barra e bombom 40,17%, e melancia 39,05%.
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