O consumo do bacalhau é muito comum durante a Semana Santa no Brasil. O prato, que virou tradição no país, pode ser consumido de diversas formas e ainda desperta curiosidades sobre a sua origem.

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Segundo informações que a bióloga Amanda Gomes revelou ao g1, duas espécies de peixes podem ser chamadas de bacalhau: o gadus morhua, que vive no Oceano Atlântico, e o gadus macrocephalus, encontrado no Oceano Pacífico.

O bacalhau pode atingir 1,5m de comprimento e pesar até 90 kg. Ele também é carnívoro, se alimentando de camarões e outros crustáceos, e costuma viver em grandes cardumes.

Modo de preparo do bacalhau

Há quem acredite que o bacalhau é o nome dado ao modo de preparo, mas segundo o g1, o bacalhau é o peixe e o seu modo de preparo é chamado de salga. O processo ficou popular por volta do ano 1000, após o peixe começar a ser vendido em larga escala pelos europeus.

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A conservação do peixe no sal permitia que ele fosse levado em navios, durante longas viagens. O sal desidrata a carne, mantendo o alimento preservado por mais tempo.

Tradição portuguesa

O hábito de comer o bacalhau no Brasil começou com a chegada da coroa portuguesa, no século 19. Com o tempo, o prato se tornou símbolo de datas importantes, como a Sexta-feira Santa, quando parte da população evita o consumo de carne vermelha.

Diferente de peixes frescos e delicados, o processo de cura com sal confere ao ingrediente uma textura fibrosa e um sabor intenso que exigem técnicas rigorosas de cocção no forno e escolhas inteligentes na hora de servir as bebidas.

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O ideal é harmonizar o bacalhau com vinhos brancos encorpados com passagem por madeira, como um Chardonnay reserva, ou tintos com taninos macios e boa acidez, a exemplo de um Pinot Noir ou um tinto português da região do Dão.

Na hora de servir os doces, especialmente ovos de Páscoa e tortas de chocolate amargo, o alto teor de cacau exige uma doçura equivalente na taça para não causar sensação de amargor na língua. Sirva uma taça de Vinho do Porto Tawny ou um rótulo Banyuls francês. Essas bebidas fortificadas limpam a gordura residual do chocolate e encerram a experiência gastronômica com precisão aromática.