Um novo homicídio foi registrado na manhã de segunda-feira (30) no bairro Santinho, no Norte da Ilha, em Florianópolis, mesma região onde a corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta e esquartejada, no início de março. Segundo a Polícia Militar (PM), os casos não têm relação.
Continua depois da publicidade
O caso mais recente teve como vítima um homem de 35 anos, morto a facadas. O suspeito, um homem de 37 anos, alegou legítima defesa e disse que havia sido agredido anteriormente pela vítima. Ele foi encaminhado à Central de Plantão Policial, onde foi preso em flagrante.
De acordo com a PM, a guarnição do 21º Batalhão foi acionada por volta das 6h45min. Ao chegar ao local, encontrou a vítima caída no chão. O socorro médico foi acionado, mas a equipe que atendeu a ocorrência constatou a morte no local.
Uma testemunha e o suspeito estavam no local e falaram com os policiais. Em buscas nas proximidades, os policiais localizaram a faca, supostamente utilizada no crime, na área externa da residência.
Caso foi comunicado à Justiça
Na delegacia, após a lavratura do auto de prisão em flagrante, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário. Até o momento, conforme a Polícia Civil, não houve manifestação do Ministério Público sobre a necessidade de novas diligências. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital.
Continua depois da publicidade
Mesmo bairro onde corretora foi morta
Destino turístico durante o verão, o Santinho tem sido alvo de atenção após casos recentes devido a outros dois homicídios de grande repercussão: da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas e o de Alberto Pereira de Araújo, ambos encontrados esquartejados em locais muito próximos.
Relembre o caso da corretora gaúcha Luciani
Como foi o caso do corpo encontrado na mala
O corpo de Alberto foi encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro de 2025. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição, que não foi identificado em um primeiro momento.
Em março, o corpo foi identificado como de Alberto, após policiais terem obtido informações com moradores antigos da pousada onde ele morava, nos Ingleses. Foi então que a polícia descobriu que Alberto era colega de Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, um dos suspeitos pela morte da morte da corretora Luciani.
Logo, se soube que Alberto, Matheus e Luciani eram vizinhos, todos moradores da pousada nos Ingleses. No entanto, a investigação ainda busca entender o grau de proximidade entre Alberto e Matheus, também naturais da mesma cidade: Laranjal Paulista, em São Paulo.
Continua depois da publicidade
Como foi o caso da corretora gaúcha Luciani
Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.
A dona da pousada onde Luciani, Alberto e Matheus moravam foi presa no dia 12 de março pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março.
Matheus e a companheira deles foram presos quando tentavam fugir para o Rio Grande do Sul, suspeitos de envolvimento no crime. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.
Continua depois da publicidade






