Alberto Pereira de Araújo, paulista encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no final de dezembro de 2025, não tinha contato com a família há tempos e por isso não foi dado como desaparecido pelos familiares, informou a Polícia Civil. O homem, de 29 anos, morava na mesma pousada que a corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada no início de março deste ano.

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Conforme a Polícia Civil, ainda não há informações sobre o motivo do afastamento entre Alberto e a família ou se o homem tinha antecedentes criminais.

Qual a relação de Alberto com o caso de corretora esquartejada

Adalberto era colega de Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, um dos suspeitos pela morte da morte da gaúcha. Segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital, ainda não se sabe qual o grau exato de proximidade entre eles. Isso também fará parte do prosseguimento da investigação.

Alberto e Matheus são de Laranjal Paulista, município no interior de São Paulo. Em Florianópolis, Alberto e o suspeito eram vizinhos no Norte da Ilha, morando na mesma pousada que a corretora gaúcha, encontrada morta e esquartejada no início de março deste ano após passar mais de uma semana desaparecida.

O paulista estava desaparecido desde dezembro de 2025, quando teve o corpo encontrado dentro de uma mala no dia 28 do mesmo mês. Matheus estava foragido desde 2022 por ser suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista. Ele foi preso em março deste ano em Gravataí, no Rio Grande do Sul junto com a companheira, em uma tentativa de fuga após a morte de Luciani.

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Quem era a corretora

Como foi a morte da corretora gaúcha

Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.

boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.

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Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.

A dona do residencial onde Luciani morava foi presa no dia 12 de março pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. Um casal, que estava tentando fugir para o Rio Grande do Sul, e também é suspeito de envolvimento no crime, também foi preso. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.

Como foi o caso do corpo encontrado na mala

O corpo de Alberto foi encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro de 2025. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado por volta das 17h daquele dia para checar um possível corpo no início da trilha de acesso ao Costão, na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.

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A mala estaria presa entre as pedras na orla da praia. Ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição. Na ocasião, não era possível identificar o gênero ou a idade da vítima.