Perfis nas redes sociais também devem sair do ar segundo decisão judicial recente (Foto: Reprodução)
Está marcado para a próxima semana o leilão de bens da Yeesco. A gigante do e-commerce catarinense teve a falência decretada em outubro do ano passado. Agora, itens como veículos e móveis devem ser vendidos para ajudar a pagar ao menos parte da dívida milionária da empresa de Brusque.
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O leilão será na quarta-feira (25) com o valor de cada lote pelo preço de avaliação. Se não vender, um segundo leilão deve ocorrer em 4 de março, com preços mais baixos, porém não inferiores a 50% da avaliação. Se necessário, o terceiro leilão será em 11 de março, pela melhor oferta, por qualquer preço.
Os itens que vão a leilão estão avaliados em R$ 310 mil. São um caminhão, um furgão e móveis das duas lojas físicas que Yeesco, uma em Brusque e outra em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul.
O Escritório Medeiros Administração Judicial, designado para o caso, também foi à Justiça e conseguiu decisão favorável para tirar do ar perfis institucionais da Yeesco no Facebook e Instagram. Os perfis continuavam exibindo aparência de normalidade operacional, sem qualquer indicação quanto à decretação da falência.
Também foi determinada a desativação de um site que estaria usando a empresa de SC indevidamente, inclusive com a venda de produtos pela internet.
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A Yeesco, de Brusque, teve a falência decretada nesta semana pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira. Líder em reclamações no Procon de Santa Catarina por falhas nas entregas de mercadorias, a gigante do e-commerce acumula uma dívida na casa dos R$ 73 milhões sujeita à recuperação judicial.
Quais as empresas centenárias de SC?
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Cia. Hering (1880) – Criada em Blumenau no século 19, tornou-se uma das maiores do Brasil em vestuário e implantou uma bem-sucedida operação no varejo. Em 2021, foi comprada pelo Grupo Soma (Foto: Divulgação)
Baumgarten (1881) – Começou imprimindo jornais em Blumenau e, depois, virou uma das maiores gráficas de rótulos das Américas. Em 2016, fundiu-se com empresas alemãs, criando a All4Labels (Foto: Patrick Rodrigues)
Döhler (1881) – Também fundada por um imigrante alemão, em Joinville. É conhecida como uma das principais marcas de produtos para cama, mesa e banho do Brasil. (Foto: Reprodução)
Grupo H. Carlos Schneider (1881) – O grupo, de Joinville, reúne sete empresas de diversos segmentos, entre elas a Ciser, fabricante de soluções em fixação, e a Hacasa, de empreendimentos imobiliários. São mais de 2 mil funcionários e 20 mil clientes em mais de 25 países (Foto: Divulgação)
Karsten (1882) – Fabrica artigos de cama, mesa e banho. Em 2014, integrantes da família fundadora decidiram vender uma fatia da empresa de Blumenau para novos acionistas (Foto: Lucas Correia, BD)
Aludin e Grupo Fretta (1895) – Nasceu na colônia de Azambuja, hoje Pedras Grandes. Destaca-se no varejo com a rede Casas Fretta, mas diversificou negócios e entrou na construção civil e na indústria (Foto: Divulgação)
Pureza (1905) – Localizada em Rancho Queimado, começou as atividades fabricando cerveja, mas hoje é mais conhecida pela linha de refrigerantes, especialmente do sabor guaraná (Foto: Divulgação)
Firma Weege/Malwee (1906) – Nasceu como comércio, cuja principal atividade em Jaraguá do Sul era o açougue. Antes de lançar a marca de moda Malwee, a família também teve frigorífico (Foto: Divulgação)
Lepper (1907) – Outra grande fábrica têxtil fundada em Joinville e atuante até hoje com uma linha de produtos de cama, mesa e banho (Foto: Divulgação)
Hoepcke (1913) – Fabricante de rendas e bordados fundada em Florianópolis, mas que no fim da década de 1970 transferiu as atividades para São José (Foto: Reprodução, Fiesc)
Hemmer (1915) – Nasceu quando um imigrante alemão decidiu produzir chucrute em Blumenau. Depois vieram as conservas e molhos como mostarda e ketchup. Foi comprada pela Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, BD)
Minancora (1915) – Criada pelas mãos de um farmacêutico português em Joinville e famosa pela pomada homônima usada para tratamento da pele (Foto: Reprodução, Facebook)
Wanke (1918) – Iniciou sua trajetória como fábrica de instrumentos agrícolas montada para garantir a subsistência de uma família de imigrantes austríacos (Foto: Divulgação)
Altenburg (1922) – Maior fabricante de travesseiros da América Latina, iniciou pela imigrante Johanna Altenburg em Blumenau. Fabrica artigos de cama, mesa e banho (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Gaitas Hering (1923) – A história começou pelas mãos de operários e sobreviveu. De Blumenau, é a única empresa de toda a América Latina que ainda produz gaitas de boca harmônicas (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Altona (1924) – Primeira fundição de aço de Santa Catarina, tem sede em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)