Luana Lopes Lara, ex-moradora de Joinville e bilionária de 29 anos por trás da Kashi, comparou o Brasil aos Estados Unidos após o bloqueio da startup no país. O assunto se tornou tema de debate durante a participação da jovem na abertura do Web Summit, no Rio de Janeiro, que aconteceu na noite dessa segunda-feira (8).
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A Kalshi é uma plataforma estadunidense, co-fundada por Luana, onde as pessoas podem apostar ou negociar previsões sobre eventos do mundo real, como eleições, economia, clima ou até acontecimentos culturais. Segundo divulgação da própria empresa, a Kalshi é a primeira corretora regulamentada pela CFTC dedicada à negociação sobre o resultado de eventos futuros.
Confira fotos da bilionária da Kalshi
Retomada após banimento no Brasil
Durante sua participação no Web Summit, Luana afirmou que enxerga a atual situação de banimento imposta pelo Ministério da Fazenda como um processo natural e muito semelhante ao que enfrentou nos Estados Unidos no início da empresa, situando o Brasil hoje no mesmo patamar em que os EUA estavam entre 2018 e 2019.
A decisão brasileira, divulgada em 24 de março, tinha o objetivo de combater o mercado ilegal de apostas e proteção ao consumidor e à economia popular. Na ocasião, o Ministério da Fazenda afirmou que os mercados de predição não estão aderentes à regulação de apostas e, por isso, seriam ilícitos por violarem a lei aprovada pelo Congresso Nacional.
Para reverter esse cenário, a empresária acredita que o caminho para a legalização exige anos de educação de reguladores, da mídia e do público. O objetivo é fazer com que entendam que mercados de previsão são ferramentas de prognóstico superiores às alternativas existentes e que possuem uma natureza distinta de outros setores, conforme sua visão.
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— Acho que para nós, o que está acontecendo não só no Brasil, mas em outros países, é um processo semelhante ao que aconteceu nos Estados Unidos (…) Foram anos de trabalho de conscientização junto aos órgãos reguladores, ao público, à mídia e ao setor para chegarmos ao ponto em que agora é amplamente aceito nos EUA — afirma.

Conversa como caminho de solução para a Kalshi
Ainda, a bilionária defendeu que outro ponto central para convencer as autoridades brasileiras a reverter o banimento da plataforma é destacar os mecanismos de segurança da Kalshi, como a proibição de alavancagem ou margem e a implementação de controles que impedem depósitos em caso de perdas sequenciais, diferenciando-se de práticas viciantes comuns em sites de apostas.
Neste sentido, a empresária pretende trabalhar diretamente com o governo brasileiro para que, por meio de diálogo e métodos educativos, o banimento seja revisto.
— Acho que o que precisamos fazer, e esse é o nosso desafio, é o nosso trabalho como empresa, dar um passo atrás e pensar de uma forma educativa e regulamentada. Essa é a única maneira de fazermos as coisas. Tivemos sucesso lá e esperamos ter sucesso aqui em outros países — destaca.
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Assista a participação de Luana Lopes Lara no Web Summit
*Sob supervisão de Luana Amorim





