Os candidatos a presidente da República nas Eleições 2026 terão direito a escolta da Polícia Federal, com agentes dedicados a reforçar a segurança dos concorrentes nas agendas de campanha pelo país.
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O esquema de segurança oferecido pela PF envolve uso de veículos blindados e de armas antidrones. O serviço deve mobilizar 458 servidores da corporação e tem estimativa de custo de R$ 95 milhões (veja mais detalhes abaixo).
A escolta da PF a presidenciáveis voltou a ficar em destaque após o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que irá abrir mão do serviço na sua campanha. Em nota, a assessoria do presidenciável alegou que a segurança de Flávio continuará sendo feita pela Polícia do Senado Federal, que já responde pela proteção dele há oito anos.
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Quem são os pré-candidatos a presidente nas Eleições 2026
“A essência da Polícia do Senado é justamente a proteção a autoridades, função na qual a instituição é reconhecida como uma das forças mais bem preparadas e especializadas do país“, justificou um trecho da nota da equipe do senador.
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Nas redes sociais, Flávio foi mais enfático e disse que dispensaria os agentes para que eles fossem destinados à “investigação do roubo dos aposentados do INSS”.
“Além disso, não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, cogitou o pré-candidato do PL.
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Em contrapartida, outros candidatos confirmaram que pretendem utilizar o serviço de escolta. Um exemplo é Renan Santos (Missão), que teve o nome aprovado para a corrida presidencial em convenção do partido nesta segunda-feira (20).
Renan Santos deseja contar com a escolta da PF
A definição da sigla, inclusive, foi antecipada para que Renan possa contar com a escolta da PF desde já, incluindo a segurança em um evento aberto do partido previsto para 1º de agosto, como forma de lançamento da campanha. O candidato afirma que vem sendo alvo de ameaças de facções criminosas e confirmou que irá solicitar a escolta da PF para a campanha.
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Também pré-candidato a presidente, Augusto Cury informou via assessoria que a escolta de presidenciáveis está prevista na lei e que, portanto, ele permitirá que a segurança da campanha fique a cargo dos agentes da PF.
A reportagem do NSC Total procurou as assessorias dos pré-candidatos a presidente para questionar se pretendem utilizar o reforço da PF na segurança, mas apenas as equipes de Flávio, Renan e Augusto Cury retornaram com a confirmação sobre o uso ou não da escolta. Os demais não responderam até a última atualização desta matéria.
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Como funciona a escolta da PF aos presidenciáveis
A operação da PF para garantir a segurança dos candidatos a presidente poderá atender simultaneamente até 10 candidaturas, com equipes especializadas, atuação em todos os estados e acompanhamento permanente das agendas de campanha.
A proteção pôde ser iniciada nesta segunda-feira (20), após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a solicitação formal à Justiça Eleitoral.
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Segundo informações da PF, a operação vai mobilizar 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e de logística, além do apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todos os estados.
Cada candidatura contará com um planejamento próprio, elaborado a partir da análise de risco e atualizado de acordo com a evolução das ameaças, das vulnerabilidades e das características de cada compromisso de campanha.
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As avaliações consideram pontos como o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.
Antes das agendas, equipes precursoras fazem o reconhecimento dos locais e articulam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais.
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Uso de blindados e defesa antidrone
O esquema de segurança poderá contar com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas. O uso de cada um desses recursos é definido de acordo com o tipo de agenda do candidato.
Mais de 600 profissionais passaram por formações e oficinas de aperfeiçoamento desde o ano passado para atuar na operação. Uma sala de comando e controle na sede da PF, em Brasília, vai acompanhar em tempo real o trabalho das equipes e as agendas dos candidatos.
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Presidente terá segurança de GSI e PF
A PF não divulga a classificação de risco atribuída individualmente aos candidatos nem o número de servidores destinado a cada equipe. A corporação já vinha em diálogo com os partidos e os pré-candidatos desde abril para detalhar como seria a operação no período eleitoral.
Segundo a PF, a proteção é uma prerrogativa do candidato, mas as decisões de quem optar por não utilizar o serviço serão respeitadas.
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No caso do presidente Lula (PT), a segurança vai funcionar em modelo híbrido, já adotado atualmente, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e da Polícia Federal.














