Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes impôs restrições que proibiram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas enquanto está na prisão domiciliar, o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), disse, neste sábado (18), que não vai “abaixar a cabeça para tirano nenhum”, sem citar o nome de Moraes.

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Flávio ainda afirmou que quer continuar “sendo uma pessoa centrada, ponderada”, mas que há um “tirano” que está “se autoconcedendo poder”.

— Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum, eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre quer construir pontes. Eu vou continuar sendo assim, mas entendam que quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser a que todos voltem a cumprir a Constituição — disse Flávio em um evento no Espírito Santo, conforme informações da CNN.

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No evento, Flávio disse que não quer vingança contra Moraes, apesar de não citar o nome do ministro no discurso.

— Eu não estou buscando vingança de nada, peço a Deus que possa resgatar aquela alma. Não tem ninguém que está acima da lei, por que ele acha que pode? — disse.

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Relembre os fatos que levaram à condenação de Jair Bolsonaro

O que motivou decisão de Moraes

A decisão de Moraes de impor novas restrições a Bolsonaro acontece logo após a divulgação de uma “Carta aos Brasileiros”. O ministro manteve a proibição de visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias e endureceu restrições a Bolsonaro. Entre as medidas está a proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das Eleições de 2026.

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O motivo é a violação da proibição de utilização de meios de comunicação externos, direta ou indiretamente, segundo Moraes.

“Os fatos são claros e objetivos, afastando a alegação da Defesa de que ‘o Peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim’, pois, caso contrário, não teria se dirigido a um grupo indeterminado de pessoas (‘aos Brasileiros’), indicando seu ‘pré-candidato e porta-voz’ e enviado ‘um afetuoso abraço a todos’”, escreveu Moraes.

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Veja as restrições

  • Suspender o direito de visitas de Bolsonaro por 30 dias, exceto visitas de advogados, médicos e fisioterapeutas.
  • Manter a suspensão de visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias, já determinada anteriormente.
  • Proibir visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das Eleições de 2026.
  • Proibir a divulgação de manifestos político-eleitorais por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros.
  • Manter todas as demais restrições da prisão domiciliar humanitária.