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Boato de cratera em ponte na BR-470 desespera moradores, mas PRF desmente

Informação de que local estaria interditado passou a circular nas redes sociais na noite de quarta-feira (14)

15/07/2021 - 08h13

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Policiais e DNIT foram ao local na noite desta quarta-feira
Policiais e DNIT foram ao local na noite desta quarta-feira
(Foto: )

O boato de que uma cratera havia se formado na ponte da BR-470, entre Apiúna e Ibirama, no Vale do Itajaí, começou a circular nas redes sociais na noite de quarta-feira (14) e mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e DNIT. Chegando ao local, porém, as autoridades encontraram apenas um buraco.

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A mensagem encaminhada com frequência nos grupos de WhatsApp era de que havia aberto uma grande rachadura na cabeceira da ponte, o que bloqueou totalmente o trânsito. Com o histórico recente de cobranças por conta dos problemas na estrutura, não demorou muito para moradores da região acreditarem no boato e demonstrarem preocupação.

Uma equipe da PRF e do DNIT decidiu, então, averiguar a história. Conforme a polícia, um buraco se formou na pista, mas os motoristas conseguiam transitar normalmente. O solavanco ao passar pela junta de dilatação está maior e por isso o DNIT deve colocar uma nova camada de asfalto nesta quinta-feira (15) para amenizar o impacto, informou a PRF.

As operações tapa-buracos ocorrem rotineiramente no trecho enquanto a licitação para revitalização da ponte não sai. O edital para a obra foi lançado, mas não houve empresa que aceitasse receber a quantia proposta pelo DNIT. O documento foi enviado a Brasília para que o governo federal reavalie o orçamento e a licitação seja lançada novamente ainda neste ano.

Por enquanto, não há previsão para isso ocorrer.

O projeto inclui alargamento da ponte e consertos em toda a estrutura. Com pouco mais de 200 metros de extensão, por ela passa a produção do Oeste e Meio-Oeste do Estado em direção aos portos. Importante ligação não só para os empresários e moradores do Vale do Itajaí, a travessia precisa de atenção.

Em 2019, um desnível na cabeceira da ponte assustou moradores e condutores. Uma obra paliativa foi feita e o DNIT classificou a estrutura como risco nível 2, em uma escala que vai até 5. Isso significa que ela possui corrosão de armaduras e desgastes nas vigas de sustentação. 

Por causa do tempo e da força da água do rio, o cimento está se desprendendo. 

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