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Atraso na duplicação da BR-470 tira empregos do Vale do Itajaí, aponta estudo da Fecomércio

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Por Evandro de Assis
29/06/2021 - 10h24 - Atualizada em: 29/06/2021 - 16h45
Persiste o impasse entre Estado e DNIT sobre onde aplicar os R$ 200 milhões
Persiste o impasse entre Estado e DNIT sobre onde aplicar os R$ 200 milhões (Foto: Patrick Rodrigues, BD, Santa)

Um estudo da Fecomércio apresentado a empresários e políticos catarinenses nesta terça-feira (29) revela que os municípios no entorno da BR-470 crescem menos, sentem mais os efeitos da crise e perdem empregos em comparação às cidades ao longo da BR-101 duplicada. O atraso nos quatro lotes da duplicação representa um freio de mão puxado para a economia do Vale do Itajaí, além de um risco constante a quem transita pela rodovia.

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Conforme o estudo apresentado, a média de crescimento na produção de riquezas (PIB) da zona da BR-470 foi de 6% entre 2011 e 2018, contra 9,38% da área às margens da BR-101. Em empregos, o crescimento médio nos municípios do Vale no mesmo período foi de 0,9%, contra 2% no Litoral. A recuperação da economia local após a crise econômica de 2015 também foi mais lenta.

Os números foram apresentados em uma reunião online organizada pela Fecomércio e com a participação do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, de parlamentares e lideranças empresariais. O encontro serviu para pressionar por maior agilidade às obras de duplicação, que estão com todos os quatro lotes atrasados.

Carioni informou que faltam recursos para impor melhor ritmo aos trabalhos. Só existem R$ 56 milhões previstos no orçamento de 2021 — dos quais 75% já estão empenhados. Há a expectativa de liberação de mais recursos no segundo semestre do ano.

Enquanto isso, é grande a expectativa pelo reforço de R$ 200 milhões prometidos pelo Estado ao DNIT. Mas persiste o impasse sobre onde o dinheiro deve ser investido. No início de junho, a Secretaria de Estado da Infraestrutura enviou ofício ao órgão federal formalizando a intenção de que todos os recursos sejam concentrados nos lotes 1 e 2. Ainda não veio resposta de Brasília. Mas, no DNIT-SC, a preferência é por flexibilidade para distribuir o dinheiro nos quatro lotes ainda em 2020.

— Qual o ganho nós vamos ter para a economia entregando os lotes 1 e 2 em maio ou junho do ano que vem? Ficar com dinheiro represado para o ano que vem, eu não vejo ganho — avaliou Carioni.

O vice-presidente da Fecomércio, Emílio Schramm, anunciou uma nova reunião de acompanhamento das obras para o dia 27 de julho.

Correção

Emílio Schramm é vice-presidente da Fecomércio, e não presidente, como informou esta nota até 17h45min. O texto acima já está corrigido.

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