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Ritmo lento

Quais trechos da duplicação da BR-470 são prioridade enquanto os R$ 200 milhões não chegam

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Por Evandro de Assis
08/06/2021 - 10h37
Solos moles provocam atrasos em obras como o viaduto de Luís Alves, que fica no Lote 1
Solos moles provocam atrasos em obras como o viaduto de Luís Alves, que fica no Lote 1 (Foto: Patrick Rodrigues)

Enquanto os R$ 200 milhões do Estado não chegam à duplicação da BR-470, obras pontuais distribuídas pelos quatro lotes avançam devagar. Com apenas R$ 56 milhões garantidos para a rodovia em 2021 e terrenos particulares esperando desapropriação, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (NIT) dá prioridade ao que pode ser entregue ainda este ano. Não é muita coisa.

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O atual estágio da duplicação ajuda a entender por que o DNIT propôs ao governo estadual aplicar R$ 50 milhões em cada um dos quatro lotes. Em todos há frentes de trabalho que podem ser aceleradas. A proposta do DNIT foi revelada pelo secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, em entrevista ao Bom Dia SC desta terça-feira (8). Porém, o governo estadual insiste em concentrar os recursos nos lotes 1 e 2, que estão 80% prontos.

De acordo com o engenheiro João Vieira, responsável pela duplicação da BR-470 no DNIT, o ritmo das obras diminuiu no primeiro semestre, mas não há paralisação. No Lote 1, em Navegantes, o objetivo imediato é reformar o asfalto antigo no trecho de quatro quilômetros que teve pistas liberadas no fim de maio. Vieira acredita ser possível concluir ainda este ano o viaduto de acesso a Luís Alves. Mas a terraplanagem ali tem encontrado solos moles, que atrasam a operação.

No Lote 2, até o limite de Gaspar com Blumenau, dois viadutos são o foco do DNIT. O que dá acesso à Ponte do Vale e o que fica no bairro Margem Esquerda, no Km 38. No Lote 3, em Blumenau, onde ainda restam muitas desapropriações pendentes, começou o trabalho de limpeza no viaduto onde ficava a Dudalina, na Fortaleza. É ali que as máquinas devem concentrar-se.

No Lote 4, em Indaial, o plano é concluir o viaduto de acesso ao bairro Carijós e o último viaduto da duplicação, no Km 72. Mas todas essas obras dependem de mais dinheiro para conclusão até dezembro.

— Essas dificuldades, pra gente, não são novidade. Sempre foi assim, a gente vai lutando com as armas que tem — analisa João Vieira.

Dinheiro não resolve tudo

Mas segundo o engenheiro do DNIT, há outras dificuldades a contornar. Tubulações de gás, redes de energia e, principalmente, desapropriações. Surpresas na terraplanagem, principalmente nos lotes 1 e 2, também atrasam as entregas. A chegada dos R$ 200 milhões provocaria uma revisão de todo o planejamento, mas nem tudo poderia ser agilizado com dinheiro.

Depois de aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Carlos Moisés (PSL), a autorização para investir a verba do Estado na duplicação da BR-470 só depende da formalização do convênio com o DNIT. Segundo o secretário Thiago Vieira, esse processo deve demandar cerca de um mês. Mas precisa haver acordo.

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