A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (17) que partiu do ex-presidente a iniciativa de pedir ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma arma de fogo. O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso está sob análise do ministro Alexandre de Moraes. As informações são do g1.

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A arma, uma pistola Glock 9mm, foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília na segunda-feira (15). Uma consulta ao sistema do Exército confirmou o registro no nome do ex-presidente. A defesa sustentou que, apesar da condenação a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de estado em 2022, não foi determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros em nome do ex-presidente.

— Bolsonaro, portanto, não se encontrava em situação irregular — relataram os advogados.

Ex-presidente não quer arma de volta

No ofício, os advogados relatam que Bolsonaro não quer a arma de volta enquanto estiver preso. Eles alegaram ainda que o ex-chefe do Executivo “teria prontamente entregue o armamento” caso houvesse determinação do STF.

Conforme a defesa, o ex-presidente percebeu, pelo “simples acionamento do ferrolho e sem qualquer necessidade de disparo”, que o mecanismo da pistola não estava funcionando regularmente. Jair Bolsonaro não teria identificado a causa do problema e então entregou o armamento para um segundo-sargento do Exército, para que ele verificasse o ocorrido.

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— A necessidade de verificação do armamento decorreu exclusivamente da falha constatada em seu funcionamento, sem qualquer relação com a proximidade do término do período de prisão domiciliar humanitária — afirmaram ainda os representantes de Bolsonaro ao STF.

A equipe de segurança de Bolsonaro teria sido responsável por retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante. Segundo o ofício enviado ao STF, a decisão foi tomada considerandoas medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas a Bolsonaro, capazes de afetar sua cognição”.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março

ex-presidente cumpre pena em casa desde março, quando recebeu alta hospitalar após tratar uma broncopneumonia. A Justiça autorizou a transferência do complexo da Papuda para o domicílio por 90 dias, com concessão do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.