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    Bolsonaro em Chapecó cita novo remédio, não fala em vacina e volta a defender tratamento precoce

    O presidente esteve no município do Oeste catarinense na manhã desta quinta-feira ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

    07/04/2021 - 11h33

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    Catarina
    Por Catarina Duarte
    Em discurso de 50 minutos, Jair Bolsonaro falou em liberdade para os profissionais da saúde
    Em discurso de 50 minutos, Jair Bolsonaro falou em liberdade para os profissionais da saúde
    (Foto: )

    O tratamento precoce e a liberdade para que profissionais da saúde prescrevam medicamentos contra o coronavírus foram temas centrais do evento que reuniu Jair Bolsonaro (sem partido) e autoridades catarinenses em Chapecó nesta quarta-feira (7). Em um discurso de quase 50 minutos, o presidente não fez menção à vacinação no país, mas citou um remédio supostamente usado no combate a Covid-19.

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    O presidente descatou um lockdown nacional e usou de analogias para defender tratamentos sem comprovação científica e comparou a busca por remédios contra a Covid-19 ao que aconteceu com a Aids.

    — Naquela época, o que foi usado para combater o HIV? O AZT ou não foi? Era comprovado cientificamente? Não. Se não tivesse usado, não chegaríamos no futuro ao coquetel que dá uma condição de vida normal a aquele que contraiu o vírus — disse se referindo a um dos remédios utilizados no tratamento da Aids.

    Ao defender o tratamento precoce, Bolsonaro se referiu ao desentendimento que teve com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O presidente disse não entender o motivo pelo qual não se aplicava um tratamento imediato aos pacientes com sintomas e reafirmou que médicos devem ter liberdade para receitar medicamentos.

    — Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso — disse Bolsonaro em discurso.

    Veja o discurso completo do presidente Jair Bolsonaro 

    A única menção do presidente sobre a vacinação foi ao citar a evolução da pandemia na África. Bolsonaro questionou o porquê de não haver uma cobrança pela vacinação dos países do continente africano e disse que lá a Ivermectina é amplamente utilizada.

    Em outro ponto do discurso, Bolsonaro citou de forma rápida a Proxalutamida. O remédio está em estudo para ser usado no combate ao coronavírus, mas não teve comprovação nem liberação aprovadas.

    Além da fala do presidente pedindo liberdade aos médicos, o prefeito do município João Rodrigues (PSD) atrelou a melhora na situação da pandemia na cidade a cuidados com pacientes ainda no início dos sintomas.

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    — Nós não prescrevemos medicamentos, simplesmente demos liberdade e apoiamos os profissionais da saúde para deram o melhor de si e oferecerem o melhor tratamento [...] Não proíbam os médicos de trabalhar — afirmou mesmo após reconhecer que não há remédio com comprovação científica que combata o coronavírus.

    Também participaram do evento o ministro da saúde Marcelo Queiroga, a governadora em exercício de SC, Daniela Reinehr, a secretária de Estada da saúde de SC Carmen Zanotto e o senador Jorginho Mello (PL).

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