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    Passeio presidencial

    Bolsonaro em SC: conheça o Forte Marechal Luz onde o presidente vai ficar hospedado

    Forte de São Francisco do Sul é aberto para visitação, tem mais de 100 anos e serve como colônia de férias para militares

    17/12/2020 - 12h49 - Atualizada em: 18/12/2020 - 08h56

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    Hassan
    Por Hassan Farias
    Entrada do Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul
    Entrada do Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul
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    Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro vem a passeio para Santa Catarina, chega ao Estado e ficará hospedado no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, até o dia 23. Ele vai praticar pesca esportiva na região e conhecerá a base militar histórica, com mais de 100 anos, administrada pela 5ª Divisão do Exército Brasileiro.

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    A viagem será para passeio, em um roteiro que já tinha sido previsto para o mês passado, quando o presidente participou da formatura dos novos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Florianópolis. Por enquanto, não há informações se o presidente cumprirá agenda oficial de compromissos em Santa Catarina. Será a quinta passagem de Bolsonaro pelo Estado.

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    O local de hospedagem do presidente, o Forte Marechal Luz, foi contruído em 1915 e está localizado aproximadamente 140 metros acima do nível do mar, no alto do morro João Dias, sendo um símbolo histórico e turístico da cidade. A história do Forte começou no início do século 20, quando a atividade portuária passou a contribuir para o desenvolvimento econômico de São Francisco do Sul e região.

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    Além da necessidade de proteção dessa movimentação de cargas, também havia o contexto da Primeira Guerra Mundial. Por isso, sentiu-se a necessidade de construir a base francisquense, até porque havia uma lacuna entre os fortes de Paranaguá (PR) e Florianópolis.

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    Vista aérea dos canhões no alto do morro
    Vista aérea dos canhões no alto do morro
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    No alto do morro, foram instalados quatro canhões comprados do Reino Unido - dois de 120 mm e os outros de 152,4 mm - e que continuam até hoje no local. No entanto, eles nunca foram usados para ataques a embarcações, apenas para exercícios de tiro que eram realizados a alvos móveis no mar. Eram cerca de 250 militares servindo no batalhão, o equivalente ao efetivo do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville, preparados para qualquer emergência que ocorresse.

    O forte funcionou até 1977, quando o Exército Brasileiro passou a investir em outras fortificações com material bélico mais avançado e desativou o Forte Marechal Luz. O local recebeu reformas e adaptações com o passar dos anos, até que na década de 1990 foi transformado em uma colônia de férias.

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    Forte tem 45 casas e apartamentos para hospedagem de militares
    Forte tem 45 casas e apartamentos para hospedagem de militares
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    Colônia de férias e ponto turístico

    O público em geral pode visitar toda a estrutura ao longo do ano e a entrada custa R$ 5 por pessoa. Atualmente, o espaço conta também com 45 casas e apartamentos para hospedagem de militares, que podem aproveitar toda a estrutura como colônia de férias.

    Os hóspedes ainda dispõe de quadra poliesportiva, campo de futebol de areia, quadra de vôlei de praia, playground, 21 churrasqueiras coletivas e uma sala de recreação com lanchonete. Os militares pagam diária de R$ 40 a R$ 195, dependendo do posto ou graduação e do período da temporada.

    No alto do morro, há um museu que conta a história do forte com documentos antigos e materiais utilizados pelo Exército, como projéteis usados nos canhões, corretores de alcance e prancheta de tiros.

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    Canhão fabricado em 1919 está em exposição no Forte
    Canhão fabricado em 1919 está em exposição no Forte
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    Quem foi Marechal Luz

    O forte recebeu o nome em homenagem ao militar e intelectual catarinense Francisco Carlos da Luz, que nasceu na Praia Comprida, em São José (SC), no ano de 1830, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1906. Ele foi professor de matemática e deputado-geral duas vezes pela Província de Santa Catarina, de 1861 a 1864 e de 1876 a 1877.

    Em 1868, foi promovido a major e, com a Guerra do Paraguai, o Exército o convocou para assumir a direção do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, fazendo com que se afastasse das atividades legislativas. Ainda na carreira militar, atuou também como comandante-geral de artilharia do Exército.

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    Veja mais fotos:

    Vista aérea de todas as instalações do Forte Marechal Luz
    Vista aérea de todas as instalações do Forte Marechal Luz
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    Um dos quatro canhões instalados no alto do morro
    Um dos quatro canhões instalados no alto do morro
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    Iniciais do Forte Marechal Luz logo após a entrada na base
    Iniciais do Forte Marechal Luz logo após a entrada na base
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    Peças em exposição no museu do Forte
    Peças em exposição no museu do Forte
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    Imagem do Forte Marechal Luz ainda em atividade
    Imagem do Forte Marechal Luz ainda em atividade
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