O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, na Papudinha, teme que o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja alvo de um atentado durante a disputa eleitoral e relata que tem pesadelos frequentes na prisão, além de não se alimentar direito para evitar novas crises de soluço. As informações foram divulgadas por aliados do ex-presidente em entrevista à Folha de S. Paulo.
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Segundo o ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia, que visitou Bolsonaro no dia 14 de fevereiro, o ex-presidente pediu para que Flávio tome cuidado durante a corrida eleitoral deste ano. O aliado afirma que Bolsonaro se emocionou ao falar sobre o assunto.
O bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa a Bolsonaro com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), também falou sobre o tema com o ex-presidente.
— Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado. Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus — disse o bispo à Folha.
Aliados que visitaram o ex-presidente na última semana também afirmam que Bolsonaro dorme mal e tem pesadelos frequentes na prisão. O ex-presidente também evita se alimentar para evitar novas crises de soluço.
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— Ele não se alimenta muito. Fica com medo, receio de se alimentar e desencadear o soluço — complementa o bispo.
Segundo a perícia médica feita pela PF, Bolsonaro costuma assistir a programas esportivos na TV. De manhã, ele toma banho, faz a barba e lê livros. À tarde, descansa 20 minutos depois do almoço e faz caminhadas.
Bolsonaro está preso no 9º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, desde o dia 15 de janeiro. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Como é a cela de Bolsonaro na Papudinha
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STF julga decisão de Moraes
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira (5) a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de prisão domiciliar.
Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e não concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. Paulo Gonet, procurador-geral da República, declarou que medida deve ser concedida “apenas nos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia”.
A decisão de Moraes da última segunda-feira (2) alega que, na prisão, Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”.






