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Violência

Busca por Lázaro Barbosa, 'serial killer do DF', chega ao oitavo dia com centenas de policiais

Foragido é suspeito de matar quatro pessoas da mesma família, sequestrar outras três para suposto ritual e trocar tiros com policiais na fuga

16/06/2021 - 21h21 - Atualizada em: 18/06/2021 - 08h54

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Folhapress
Por Folhapress
Busca por Lázaro Barbosa, 'serial killer do DF', chegou ao oitavo dia nesta quarta-feira
Busca por Lázaro Barbosa, 'serial killer do DF', chegou ao oitavo dia nesta quarta-feira
(Foto: )

Policiais militares e civis procuram por Lázaro Barbosa de Sousa, 32, acusado de assassinar brutalmente uma família no Distrito Federal. As buscas chegaram ao oitavo dia nesta quarta-feira (16) e devem continuar durante a madrugada.

Conhecido como "serial killer do DF" e dono de extensa ficha criminal, Lázaro é descrito pelas autoridades como um psicopata.

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Foram mobilizadas centenas de agentes de segurança de Goiás e da capital do país. Segundo as autoridades, Sousa é experiente em se movimentar em uma região de muitas chácaras e de mata e, por isso, vem conseguindo furar o cerco policial.

– Ele conhece muito bem a área. É mateiro e está fazendo esforço enorme para se esconder e fugir da polícia – disse o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda.

As buscas se concentram nas cercanias de Edilândia (GO), povoado localizado no entorno do DF a pouco menos de 100 quilômetros de Brasília. O suspeito teria sido visto nessa região na tarde desta quarta, segundo informação do portal Metrópoles. Especulou-se que Sousa teria sido baleado ao trocar tiros com o funcionário de outra propriedade, mas as autoridades de Goiás descartaram essa possibilidade por não identificar vestígios.

Helicópteros e cães farejadores são usados na operação e barreiras foram montadas nas rodovias que cortam a região. As polícias Federal e Rodoviária Federal auxiliam no trabalho.

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Miranda disse nesta quarta-feira que as chances de captura aumentam em razão do cansaço do fugitivo e da dificuldade para obter alimentos.

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que está impressionado com o que chamou de "caçada".

– São quase 300 homens da polícia do DF em Goiás que estão atrás desse marginal e não conseguem localizá-lo. Espero que isso aconteça o mais rápido possível, para que possamos tranquilizar as famílias daquela região – disse Ibaneis, durante um compromisso oficial nesta quarta.

Ibaneis afirmou ainda que Sousa faz "quase como de bobas" as forças de segurança envolvidas nas buscas.

Foragido matou quatro pessoas e trocou tiros na mata

O foragido nasceu em Barra do Alto, município baiano a pouco mais de 500 quilômetros de Salvador, onde registrou sua primeira passagem pela polícia.

No histórico de crimes atribuídos a ele, o mais recente ocorreu na semana passada, ao invadir uma chácara em Ceilândia, possivelmente para roubar, segundo apontam as investigações. Ele é acusado de ter matado um casal e dois filhos.

Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Vidal, 21, e Carlos Eduardo Vidal, 15, foram assassinados no local. Os corpos estavam sob folhas para que não fossem vistos pelas buscas aéreas da polícia.

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Cleonice Andrade, 43, foi levada como refém e teve o corpo localizado três dias depois, às margens de um córrego, sem roupas. De acordo com a polícia, a vítima foi executada com tiro na nuca.

Desde então, relatos apontam que ele invadiu outras propriedades no DF e em Goiás, trocou tiros com um funcionário de uma fazenda, roubou armas e veículos e obrigou um caseiro a cozinhar e fumar maconha com ele.

Rosinaldo Pereira de Moraes, 55, chacareiro de uma fazenda onde Sousa foi flagrado por câmeras de segurança, contou ao portal Metrópoles que chegou por volta das 6h ao trabalho e se deparou com o suspeito.

– Ele estava com uma jaqueta, bermuda, uma blusa e uma botina. Estava com uma mochila nas costas, mas não vi qualquer machucado. Não havia nada aparente – disse o chacareiro ao site.

Vídeo mostra troca de tiros do serial killer com policiais

Um vídeo gravado na tarde de terça-feira (15) e publicado pelo portal Metrópoles mostra o momento em que policiais civis e militares do Distrito Federal e de Goiás encontram três pessoas da mesma família reféns do psicopata Lázaro Barbosa, 32 anos.

As imagens mostram pai, mãe e filha deixando uma mata fechada, em Edilândia (GO), pelo leito de um rio. No momento em que eles são resgatados, ouve-se, pelo menos, quatro tiros, que teriam sido disparados por Lázaro.

Os agentes das forças de segurança e as três vítimas tentam se abrigar das balas se jogando no chão.

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Lázaro raptou família e faria ‘ritual’ com reféns

As imagens não mostram, mas antes de libertar os reféns, Lázaro trocou tiros com a guarnição, acertando um policial militar de Goiás de raspão rosto. Ele foi levado ao Hospital de Anápolis (GO), de helicóptero, medicado e já recebeu alta médica.

Segundo um familiar das vítimas ouvido pelo Metrópoles, uma das reféns, a adolescente de 15 anos, conseguiu mandar mensagem para a polícia pedindo ajuda. Lázaro teria ameaçado matar os três reféns, mas não teria batido neles até serem resgatados.

O secretário de Segurança de Goiás, Rodney Miranda, acredita que a família seria morta em um ritual satânico se não fosse a intervenção policial, porque todos estavam sem roupa e prestes a serem executados.

Suspeito tem condenações por duplo homicídio, estupro e roubo

Além do quádruplo latrocínio (matar para roubar) em Ceilândia, é atribuída a ele uma tentativa do mesmo tipo penal em 2020, ao invadir uma chácara em Goiás para roubar e atingir um idoso com um machado.

O fugitivo possui condenação por duplo homicídio na Bahia. É considerado foragido da Justiça também por crimes de estupro, roubo à mão armada e porte ilegal de arma de fogo, acusação que à cadeia em 2013 no DF.

Após três anos, progrediu para o regime semiaberto e fugiu da cadeia. Em 2018, foi preso pela polícia de Goiás, mas conseguiu escapar novamente.

– É um psicopata – disse Miranda. O chefe da SSP-GO destacou que os trabalhos também estão voltados para a proteção e a garantia de segurança à população local.

* Por Marcelo Rocha

** Com informações do portal Metrópoles, parceiro do NSC Total

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