nsc
hora_de_sc

Polêmica

Rancho Queimado viraliza na web após médica contestar tratamento precoce na CPI da Covid

Luana Araújo rebateu comentário do senador Luis Carlos Heinze que defente uso de medicamentos sem comprovação científica

02/06/2021 - 16h26 - Atualizada em: 02/06/2021 - 20h19

Compartilhe

Fernanda
Por Fernanda Mueller
Infectologista disse que insistir no uso da cloroquina e hidroxicloroquina para tratar infectados é “perda de tempo”
Infectologista disse que insistir no uso da cloroquina e hidroxicloroquina para tratar infectados é “perda de tempo”
(Foto: )

Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (2). O nome da cidade viralizou depois que a infectologista Luana Araújo rebateu o senador Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS) na CPI da Covid para contestar a eficácia do tratamento precoce contra a doença.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

> Florianópolis registra panelaço contra Bolsonaro durante pronunciamento nesta quarta

O parlamentar costuma falar do município catarinense, que usa esse tipo de medicação, como um exemplo de sucesso. Os internautas lembraram disso e citaram Rancho Queimado em uma série de postagens com críticas a argumentos de Heinze.

Em seu depoimento na CPI da Covid, a infectologista disse que insistir no uso da cloroquina e hidroxicloroquina para tratar infectados é “perda de tempo”. "E perder tempo na pandemia é perder vidas. Tempo e energia gastos em um discussão anacrônica e contraproducente, tanto pelo tamanho quanto pela sua ineficiência", disse ela.

Em determinado momento, Luis Carlos Heinze contestou o depoimento da médica: "são 28 países que usam esse tratamento". Luana Araújo rebate: "são mais de 200 países, senador. Ele insiste: "eu to falando que são 28 que usam. "E os outros não usam", declara a infectologista.

Veja o momento:

Rancho Queimado na CPI 

Além de Luis Carlos Heinze, o senador Jorginho Mello (PL-SC) também já havia citado Rancho Queimado em outros momentos da CPI para defender a tese de que o uso de medicamentos sem comprovação científica, como a ivermectina e hidroxicloroquina, tiveram sucesso na redução de casos e mortes. 

No entanto, os números oficiais do governo de Santa Catarina, comprovam que não há nenhuma diferença entre Rancho Queimado — que registrou duas mortes por Covid-19 — e outras cidades catarinenses do mesmo porte, como mostrou o colunista Ânderson Silva e o repórter Cristian Weiss.  

Veja a repercussão nas redes:

Colunistas