O tabuleiro político para as eleições presidenciais ganhou um novo integrante nesta quarta-feira (1º), em Brasília. O postulante ao Palácio do Planalto Ronaldo Caiado (PSD) oficializou o presidente nacional de sua legenda, Gilberto Kassab, como o nome indicado para compor a vaga de vice-presidente da sua chapa. A movimentação ocorre a exatas três semanas do início das convenções partidárias do dia 26 de julho do partido, e consolida uma estratégia de chapa unificada para a corrida eleitoral de outubro.

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Discurso de ruptura e críticas duras de Kassab

O lançamento das pré-candidaturas na sede do partido foi marcado por declarações contundentes a respeito da atual conjuntura do funcionalismo e da gestão federal. Kassab pautou sua fala na necessidade de restabelecer a credibilidade do governo perante a população, apontando disfunções crônicas na administração e no combate a desvios.

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— A República está podre e os poderes estão contaminados com ineficiência, e isso acaba abalando a confiança da sociedade brasileira na República. Hoje consolidamos o projeto de mudança; vamos mostrar que o PSD está preparado para dar as respostas que a sociedade precisa — declarou o agora candidato a vice-presidente.

Alinhamento estratégico para o comando do país

Ao defender a escolha de Kassab para o posto, Ronaldo Caiado frisou que a montagem do grupo priorizou a capacidade de gestão compartilhada e estabilidade nas negociações políticas, afastando o caráter ornamental que historicamente atinge as vice-presidências.

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— Você tem que ter uma chapa pensando exatamente na governabilidade. Eu não quero um vice para tirar foto, quero um vice para governarmos juntos. O Kassab é o vice sonhado por qualquer candidato. A nossa chapa é uma realidade para o povo brasileiro — destacou Caiado.

Ausências de caciques e logística de campanha

O desfalque de grandes lideranças do partido na cerimônia, tais como os governadores e candidatos Raquel Lyra (PE), Fábio Mitidieri (SE), Mateus Simões (MG) e Eduardo Paes (RJ), virou alvo de questionamentos. No entanto, Kassab tratou de desmentir qualquer boato de racha interno, esclarecendo que as lideranças estão focadas no encerramento do prazo legal para entregas de obras, que se esgota em 4 de julho.

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— Os governadores têm somente mais dois dias para inaugurações. Não vamos tirar os governadores dos estados para isso — apontou.

Sobre o apoio à candidatura majoritária, Kassab adiantou que os estados terão total autonomia para traçar alianças e caminhos próprios na eleição, indicando que, embora Paes possa ter dinâmicas próprias no Rio, há a expectativa de suporte na estrutura do comitê.

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Apoio regionais

A tese de capilaridade nacional foi endossada por Caiado logo após o ato político: “Nós temos apoio no interior do Paraná, em Santa Catarina com João Rodrigues, onde estaremos amanhã. No Rio de Janeiro, o Kassab esteve lá e teremos nosso comitê com Eduardo Paes. Em São Paulo, com o próprio Kassab. No Nordeste, temos apoio de senadores e deputados na Paraíba, no Ceará e em Pernambuco”.

O evento contou com alianças políticas e empresariais, nomes de peso, como o do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD) , o empresário e ex-político Paulo Octávio, o atual governador do estado de Goiás Daniel Vilela (MDB), além de senadores e deputados da sigla marcaram presença.

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Projeção de investimentos e corte de subsídios

A chapa projeta ainda uma injeção de recursos nas áreas sociais por meio de economia governamental. A meta informada de arrecadação supera o montante de R$ 1 bilhão através de cortes administrativos.

— O governo não conseguiu trazer a transparência para os recursos públicos e fazer uma reforma administrativa bem-feita. Sem esses subsídios e privilégios que não precisam existir, poderíamos ultrapassar mais de R$ 1 bilhão para investir em infraestrutura, saúde, segurança e educação — concluiu o vice do PSD.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.