O desenho das forças políticas para as eleições presidenciais de outubro ganhou contornos de estratégia eleitoral e promessas fiscais nesta quarta-feira (1º). Durante a cerimônia que oficializou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), o pré-candidato ao Planalto fez uma leitura direta do cenário de polarização.
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Segundo o ex-governador goiano, a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno representa o cenário ideal para os planos de reeleição do atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), argumentando que o desenho daria a Lula as condições necessárias “para governar por mais 4 anos”.
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A tese da terceira via e a atração do voto independente
O posicionamento ocorreu na sede da legenda, em Brasília, consolidando o que os articuladores classificam como uma alternativa real de centro. Na avaliação do comitê, a chapa puro-sangue reúne o estofo político necessário para romper a divisão ideológica do eleitorado, capturando os votos daqueles que rejeitam os dois extremos tradicionais da política nacional.
— Se o Flávio chegar no segundo turno, nós sabemos que realmente é tudo o que o Lula quer, e governar o Brasil por mais quatro anos — afirmou o candidato.
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Caiado sustentou que a viabilidade de sua postulação reside exatamente na apresentação de propostas sólidas e na capacidade de aglutinar forças fora dos blocos já tradicionais.
— Nossa campanha não tem volta. Kassab e eu estamos apresentando um projeto político para o país. Ao apresentar um projeto, temos aqui a coragem de dizer: se nós chegarmos no segundo turno, teremos os votos dos independentes, ganharemos e bateremos Lula no segundo turno — garantiu o presidenciável.
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Projeção fiscal de R$ 1 bilhão com corte de privilégios
Além da leitura de palanque, as diretrizes econômicas e administrativas da aliança pautaram o encontro. O bloco fez duras críticas ao modelo de gestão pública em vigor e defendeu que o reordenamento do orçamento pode liberar recursos volumosos sem a necessidade de asfixiar o setor produtivo com novos tributos.
De acordo com as estimativas divulgadas pela cúpula do PSD, as mudanças estruturais planejadas visam gerar mais de R$ 1 bllhão para investimentos em áreas essenciais como infraestrutura, saúde e segurança pública.
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— O governo não conseguiu trazer a transparência para os recursos públicos e fazer uma reforma administrativa bem-feita. Sem esses subsídios e privilégios que não precisam existir, poderíamos ultrapassar mais de R$ 1 bilhão para investir em infraestrutura, saúde, segurança e educação — pontuou Kassab, apontando a “ineficiência administrativa” vigente.
Governabilidade interna e agenda de reformas para 2027
Ao rebater questionamentos sobre o isolamento partidário ou eventuais gargalos na construção de alianças externas, Caiado demonstrou confiança na musculatura da própria sigla. Para ele, a coesão interna do PSD é o pilar que garante a previsibilidade e o suporte político que o Executivo necessita.
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— Você tem que ter uma chapa pensando exatamente na governabilidade. Eu não quero um vice para tirar foto, quero um vice para governarmos juntos. O Kassab é o vice sonhado por qualquer candidato. A nossa chapa é uma realidade para o povo brasileiro — ressaltou.
O encerramento do ato político foi marcado pela estipulação de um cronograma claro para as mudanças legais propostas. Ronaldo Caiado assumiu o compromisso de estruturar um plano robusto de reestruturação do Estado e definiu o dia 5 de janeiro de 2027 como a data em que o Executivo — caso eleito — enviará o pacote ao Congresso. O foco, segundo ele, será a proteção do cidadão produtivo e o combate a práticas espúrias de articulação.
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— Juntos vamos governar o país de mãos dadas, e apresentaremos as maiores reformas que esse país já viu. Privilegiando quem sustenta esse país, em detrimento da corrupção, das negociatas e dos acordos que são totalmente ilegais, imorais, que constrangem a política nacional.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.







