A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A proposta, que agora segue para o Senado, deve criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. 

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O tratado foi assinado no dia 17 de janeiro no Paraguai, e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos.

Durante a tarde desta quarta, se reuniram o relator do texto na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir sobre a votação.

— Sobretudo, [viemos] trazer ao vice-presidente [Alckmin] uma preocupação que se acendeu no Parlamento e na bancada do agro sobre as salvaguardas de 25% [previstas no acordo] — declarou o relator

O deputado solicitou que o governo do presidente Lula edite um decreto com medidas de proteção para o agronegócio brasileiro, demanda feita também por entidades. Depois da reunião, Alckmin disse que o decreto será analisado pela Casa Civil e publicado nos próximos dias, antes da votação do acordo no Senado.

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— Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, aguardado há mais de 25 anos. E o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. E sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta para passar ainda por outros ministérios do decreto de salvaguardas. Tem um capítulo nos acordos sobre salvaguarda, mas ela precisa ser regulamentada — disse Alckmin.

*Com informações do g1