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    Caminhoneiros bloqueiam parte de rodovia em São Paulo

    Categoria está em negociação com o governo federal nas últimas semanas

    01/02/2021 - 09h42 - Atualizada em: 01/02/2021 - 12h42

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    Catarina
    Por Catarina Duarte
    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Rodovia de São Paulo com veículos parados pela greve de caminhoneiros
    Caminhoneiros bloqueiam parcialmente Rodovia Castello Branco em São Paulo
    (Foto: )

    Caminhoneiros bloquearam na manhã desta segunda-feira (1º) parte da Rodovia Castello Branco, em São Paulo. Duas faixas da autopista tiveram o trânsito interditado por volta das 6h. A ação aconteceu em protesto contra o aumento do ICMS, promovido pelo governo estadual. 

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    A manifestação acontece em um momento de tensão para a categoria. Entidades que representam os caminhoneiros reivindicam há algumas semanas direitos trabalhistas. Na pauta está o marco regulatório do transporte e de uma jornada de trabalho. Outro ponto chave é a cobrança para que o piso mínimo do frete seja efetivado na prática, além do preço do diesel e as regras para aposentadoria de motoristas.

    Na última quarta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez um apelo para que os caminheiros não fizessem uma paralisação. Mesmo assim, no dia seguinte, um ofício foi enviado ao Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) confirmando medidas caso as reivindicações não fossem cumpridas.

    O início da greve nesta segunda-feira não é consenso entre os caminhoneiros, e divide entidades e sindicatos da categoria. Entre os favoráveis à paralisação, há a recomendação para que os caminhoneiros não peguem a estrada durante a semana inteira.

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    O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, diz que não irá participar da paralisação. Para Landim, outras pautas se misturaram às reivindicações dos caminhoneiros.

    — Está se levantando um movimento político por trás disso. Um movimento a favor do presidente, contra o presidente, contra o STF, contra os governadores. A categoria não pode participar disso — afirmou.

    A paralisação tenta repetir a greve dos caminhoneiros de 2018, que parou o Brasil inteiro por 11 dias e deu origem à tabela de preços mínimos para fretes rodoviários. Em Santa Catarina, grandes bloqueios na BR-470 e na BR-101 marcaram a greve, que gerou desabastecimento no Estado e falta de combustível em todas as regiões.

    Interdição em rodoviais 

    Dois pontos de interdição em rodoviais foram confirmados pelo Ministério da Infraestrutura nesta segunda. O primeiro deles aconteceu na BR-304, no Rio Grande do Norte. O bloqueio foi parcial e a rodovia já tinha sido liberada por volta das 12h. 

    Outra interdição aconteceu em Goiás, na BR-060 também por volta das 12h. Segundo o Ministério, manifestantes colocaram fogo em pneus. O Corpo de Bombeiros auxiliou na remoção do material e o trânsito foi liberado em seguida. 

    Áudio de ministro

    Em um áudio que circulou entre caminhoneiros no domingo (31), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, diz não ser possível atender as reivindicações da categoria. A autenticidade da mensagem foi confirmada pela pasta em nota.

    Segundo o colunista do UOL Chico Alves, o ministro afirmou no áudio que os caminhoneiros precisam "desmamar" do governo, que os integrantes da categoria devem pensar como empresários e que há obstáculos econômicos agravados pela ação de prefeitos e governadores que "fecharam tudo" durante a pandemia.

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    Tarcísio disse também que suspeita de motivação política para a paralisação, por estar marcada para o mesmo dia da eleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, segundo Alves.

    O áudio foi enviado a representantes da Associação dos Caminhoneiros e Condutores de Capão da Canoa (RS).

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