O câncer enfrentado pelo ex-jogador Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos na última sexta-feira (17), fez 190 casos em Santa Catarina em 2025, sendo que destes, 101 foram homens, e 89 mulheres. Os dados foram fornecidos ao NSC Total pela Secretaria do Estado da Saúde (SES), e são do Painel de Oncologia.
Continua depois da publicidade
O câncer que matou a lenda do basquete mundial é um glioma, tipo de tumor cerebral que se origina nas células da glia, responsáveis por dar suporte aos neurônios. Esse é um dos tumores mais comuns do sistema nervoso central e pode variar de formas mais lentas a altamente agressivas.
A doença também deixou quatro mortos no Estado em 2025, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Veja fotos de Oscar Schmidt
Câncer de Oscar Schmidt tem tratamento oferecido pelo SUS
No Brasil, o tratamento desse tipo de câncer é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento integral desde o diagnóstico até terapias de alta complexidade, coordenadas por instituições como o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Continua depois da publicidade
O primeiro passo é identificar o tumor. Pelo SUS, o paciente geralmente começa pela atenção básica e é encaminhado para exames especializados, como:
- Ressonância magnética
- Tomografia computadorizada
- Biópsia do tecido tumoral
Esses exames permitem confirmar o tipo de glioma e definir sua agressividade, o que é essencial para o planejamento do tratamento.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento de gliomas no SUS segue protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde e pode envolver uma combinação de terapias, dependendo do estágio, localização e condições do paciente. Entre as principais opções estão:
Cirurgia
É, em muitos casos, o primeiro passo. O objetivo é retirar o máximo possível do tumor, reduzindo sintomas e melhorando a eficácia das terapias seguintes.
Continua depois da publicidade
Radioterapia
Utiliza radiação para destruir células tumorais ou impedir seu crescimento. É frequentemente usada após a cirurgia ou quando a retirada total não é possível
Quimioterapia
Emprega medicamentos para combater o câncer, podendo ser administrados por via oral ou intravenosa. Muitas vezes é combinada com a radioterapia.
Radiocirurgia e terapias-alvo
Técnicas mais modernas, indicadas em casos específicos, que permitem tratar áreas do cérebro com maior precisão.
Imunoterapia (em expansão)
Tratamentos que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor estão sendo incorporados gradualmente ao SUS, ampliando as opções terapêuticas.
Continua depois da publicidade
Tratamento é individualizado
No caso de Oscar Schmidt, o tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia e acompanhamento prolongado.
Isso acontece porque os gliomas podem ter comportamentos muito diferentes, segundo o Ministério da Saúde: alguns crescem lentamente, enquanto outros evoluem de forma agressiva, exigindo intervenções mais intensivas.
Como acessar o tratamento pelo SUS?
O acesso ao tratamento ocorre em etapas:
- Procura inicial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)
- Encaminhamento para especialista
- Realização de exames diagnósticos
- Referência para centros de alta complexidade em oncologia
Esses centros, como os hospitais vinculados ao Inca, oferecem atendimento multidisciplinar, incluindo neurologistas, oncologistas, cirurgiões, psicólogos e
Continua depois da publicidade






