A noite do Distrito Federal pode estar prestes a ganhar um ritmo diferente, pelo menos no que depender da mobilidade urbana. A Câmara Legislativa (CLDF) aprovou na última terça-feira (19), o projeto de lei que prevê a oferta de ônibus 24 horas por dia, uma demanda antiga de quem depende do transporte público na madrugada.
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A proposta, de autoria do deputado Max Maciel (PSOL), que agora segue para a mesa da governadora Celina Leão (PP) para sanção ou veto, carimba uma mudança drástica no atual sistema. Hoje, o apagão do transporte após a meia-noite leva o cidadão a custear aplicativos de corrida.
O fim do “toque de recolher” forçado
Quem trabalha no setor de serviços, como bares, restaurantes e hotéis, ou quem simplesmente quer aproveitar o final de semana conhece o drama: o relógio bateu meia-noite, a linha de ônibus some.
À frente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da CLDF, o deputado Max Maciel (PSOL-DF), autor da proposta, explicou que o texto foi moldado a partir das queixas e necessidades reais trazidas pelos próprios moradores do DF. Em declaração ao portal G1, o parlamentar destacou o caráter comunitário da medida.
“Esse projeto é resultado de uma construção coletiva com a população que nos procurou para denunciar e apresentar sugestões. Política pública eficiente se faz ouvindo e priorizando o que é urgente”, disse Maciel.
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A ideia central do texto aprovado não é manter todas as frotas diurnas rodando no mesmo fluxo, mas garantir linhas estratégicas conectando as regiões administrativas ao Plano Piloto e aos principais polos de emprego e lazer, mesmo nos horários de menor movimento.
A conta vai fechar?
A aprovação no plenário é um passo político importante, mas o verdadeiro teste do projeto será a sua aplicação prática. Para rodar de madrugada, as empresas de ônibus vão exigir reajustes nos subsídios ou na tarifa técnica, alegando baixa demanda por viagem e custos adicionais com pessoal, como o adicional noturno.
O desafio do Governo do Distrito Federal (GDF) será equilibrar essa balança financeira sem repassar o preço para o bolso do passageiro, que já lida com uma das passagens mais caras do país.
*Com edição de Nicoly Souza

