O pré-candidato a senador por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) publicou uma mensagem nas redes sociais em tom de alerta ao irmão e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). 

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O ex-vereador do Rio de Janeiro compartilhou uma notícia de 2023 em que o então governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), dizia ser favorável à reforma tributária aprovada pelo governo Lula. Na postagem, Carlos diz ouvir de investidores de Santa Catarina preocupações com um possível aumento de impostos que segundo ele seria provocado pela reforma tributária — a mudança entrará em vigor de forma progressiva, a partir de 2027. 

Em seguida, Carlos faz críticas a pessoas que, segundo ele, “além de não apoiarem Jair Bolsonaro, também desejam enterrá-lo vivo politicamente”. Apesar disso, afirma que traz na mensagem “mais um fato, não um ataque”. 

Relembre a crise no bolsonarismo de SC

Em tom de aconselhamento, Carlos diz que quer do irmão apenas a amizade e “as chaves nas suas mãos”, mas sugere que Flávio estaria apoiando-se em quem “recebe milhões e lhe oferece discursos ilusórios”, o que só levaria a um caminho mais difícil. 

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“Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito e o peixe vai só engordando malandramente”, escreveu Carlos. 

O pré-candidato a senador por SC termina a mensagem defendendo a união da direita e incentivando a militância para a corrida eleitoral.

Zema em evidência após rusgas com STF

A ofensiva de Carlos que inclui Zema surge num momento em que o ex-governador de Minas Gerais ganhou destaque após embates públicos com membros do Supremo Tribunal Federal (STF), como o ministro Gilmar Mendes. O magistrado chegou a pedir a inclusão do ex-governador no chamado inquérito das Fake News, que tramita no STF — o pedido ainda não foi analisado. Zema tem o nome especulado como possível candidato a vice na chapa de Flávio, embora seja atualmente pré-candidato a presidente. Ele ganhou maior evidência nas redes pelos ataques à Suprema Corte. 

O gesto de Carlos, no entanto, sugere que uma possível adesão de Zema ao projeto de Flávio não deve ser unanimidade no núcleo da cúpula bolsonarista. Zema é de Minas Gerais e aliado de Nikolas Ferreira, que também tem sido alvo de críticas por supostamente não estar engajado na divulgação da pré-campanha de Flávio nas suas redes sociais, onde tem forte presença digital. Nesta semana, o próprio Nikolas afirmou nas redes sociais que uma chapa “Bolsozema”, com Zema como vice de Flávio, teria bom potencial eleitoral. O jovem deputado federal mineiro, no entanto, vive dias de tensão com críticas dos filhos de Jair Bolsonaro e de parte da base bolsonarista.

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Carlos Bolsonaro deu “chamada” em aliados 

Embora esteja percorrendo cidades de Santa Catarina para divulgar seu nome e a pré-candidatura ao Senado pelo Estado, Carlos Bolsonaro também tem opinado sobre as articulações em torno do irmão Flávio para a candidatura à Presidência da República. 

Na semana passada, o ex-vereador do Rio de Janeiro deu uma “chamada” em aliados e chegou a propor que seguidores expusessem lideranças que não divulgassem fotos de Flávio Bolsonaro neste momento de pré-campanha. 

“Seguimos tentando ajudar a manter vivos politicamente, inclusive muitos que por algum motivo ignoram Flávio Bolsonaro e não dão bola para a situação do Brasil, de @jairbolsonaro e muitos outros presos políticos”, escreveu. 

Carlos Bolsonaro deve ser candidato ao Senado por SC na chapa do governador Jorginho Mello, tendo a atual deputada federal Carol de Toni como companheira de disputa pelas duas vagas de senador em disputa nas urnas em outubro. Ele mudou o domicílio eleitoral para o Estado em novembro do ano passado e, desde então, tem percorrido cidades catarinenses para divulgar a sua pré-candidatura. 

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Assista ao Café nas Eleições com Bruno Mello, vice-presidente do PL em SC