Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por SC, publicou mensagem cobrando engajamento de aliados na pré-campanha do irmão Flávio (Foto: Instagram, Reprodução)
O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato a senador por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), publicou um longo texto nas redes sociais nesta terça-feira (21) em que dá uma “chamada” em aliados que não estariam se engajando na pré-candidatura do irmão Flávio à Presidência da República. Carlos disse ter feito um levantamento de prefeitos, vereadores, lideranças e filiados do PL e que a “esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema“, mesmo com o nome do irmão tendo sido anunciado há quatro meses.
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Carlos Bolsonaro definiu o caso como “estarrecedor” e prometeu levar o assunto à executiva do partido. “Neste momento, muitas vezes, basta o básico: marcar posição e se manifestar com… postagens. Seguimos tentando ajudar a manter vivos politicamente, inclusive muitos que por algum motivo ignoram Flávio Bolsonaro e não dão bola para a situação do Brasil, de @jairbolsonaro e muitos outros presos políticos”, escreveu.
O ex-vereador convocou ainda os seguidores dele nas redes sociais que “cobrem e exponham respeitosamente, sempre com bom senso” as lideranças locais que estiverem fazendo isso nos municípios. “Isso não é divisão, é busca por união e coerência. O resto é narrativa de quem não merece seu apoio ou simplesmente está dormindo no ponto”, escreveu.
Relembre a crise no bolsonarismo de SC
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Jair Renan em SC: Carlos Bolsonaro não foi o primeiro filho do ex-presidente a migrar para SC. Em março de 2024, Jair Renan se filiou ao PL e anunciou a pré-candidatura a vereador de Balneário Camboriú, cargo para o qual foi eleito (Foto: Arquivo NSC)
O plano de Carlos em SC: a primeira vez em que membros da família Bolsonaro admitiram o plano de Carlos Bolsonaro concorrer ao Senado por um estado que não o Rio de Janeiro, incluindo SC e MT entre as opções, foi em julho de 2024 (Foto: Alan Santos, PR)
Carol e Júlia? Até início do ano, PL tinha as deputadas federais Carol de Toni e Júlia Zanatta como pré-candidatas ao Senado. Bolsonaro chegou a citá-las como nomes que apoiaria em entrevista. Cenário mudou após aproximação de Carlos com SC (Fotos: Arquivo NSC)
Articulação sobre João Rodrigues: antes de encampar pedido por Carlos, Jair Bolsonaro chegou a afirmar “ainda ter esperança” de ter prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como candidato a senador na chapa de Jorginho Mello. Prefeito, no entanto, mira o governo (Foto: Reprodução)
Reação de entidades: os planos de Carlos Bolsonaro para concorrer em SC geraram reações de entidades. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) divulgou nota afirmando que o Estado não precisa “importar candidatos” (Foto: Reprodução)
Chegada de Carlos a SC: vereador do Rio, Carlos Bolsonaro debutou no Estado ao participar de protestos em favor da anistia em Criciúma (foto) e Florianópolis, no início de agosto. Dias depois, Jair Bolsonaro teve prisão domiciliar decretada (Foto: Reprodução)
Gestos a Amin e risco a Carol: aproximação de Carlos Bolsonaro com SC coincidiu com sinais do governador Jorginho Mello de que deseja ter Esperidião Amin (PP) na chapa como candidato a senador, para atrair os partidos PP e União Brasil (Fotos: Arquivo NSC)
Onda de apoio a Carol: com Carlos e Amin como favoritos, o espaço para a candidatura ao Senado de Carol de Toni passou a se fechar, mas uma onda de apoio à deputada se formou, com manifestações até mesmo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Jornada de Carlos por SC: Carlos Bolsonaro iniciou uma jornada por mais de 10 cidades de Santa Catarina. Nos encontros, aproximou-se de Carol de Toni e passou a defender uma chapa “pura” do PL, com Carol e Carlos como candidatos ao Senado (Foto: Reprodução)
Visitas a Bolsonaro: com visita autorizada pelo STF, o governador Jorginho Mello visitou Jair Bolsonaro na casa dele, em Brasília, discutiu a chapa ao Senado e definiu que cada um indicaria um nome. (Foto: Reprodução)
Ana Campagnolo x Eduardo Bolsonaro: deputada estadual comentou possível chapa com Carlos Bolsonaro e defendeu Carol de Toni, que segundo ela poderia até ter de mudar de partido. Na época, Eduardo Bolsonaro respondeu com críticas à catarinense (Fotos: Arquivo NSC)
Racha no Bolsonarismo: a troca de farpas desencadeou um debate público no PL, com manifestações contra e a favor do projeto de Carlos Bolsonaro em SC. Nomes como Flávio Bolsonaro e Jorge Seif fizeram publicações em defesa de Carlos (Fotos: Arquivo NSC)
Racha entre alas do PL
Carlos Bolsonaro não citou nomes de lideranças que não estariam se engajando na pré-campanha do irmão Flávio à Presidência. No entanto, um dos nomes que vêm sendo alvo da família Bolsonaro é o deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG). Nesta terça-feira, uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que Nikolas citou o nome de Flávio em apenas 10 das 544 publicações feitas por ele nos últimos quatro meses na rede social X, o antigo Twitter. A proporção representa menos de 2% dos conteúdos divulgados pelo parlamentar.
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No início do mês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou publicamente Nikolas Ferreira acusando-o de colocar “Flávio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou”.
Veja a postagem de Carlos Bolsonaro
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez longa publicação nas redes (Foto: X, Reprodução)
Divisão em SC
Outra divisão na direita na qual Carlos Bolsonaro está envolvido tem como pivô a deputada estadual catarinense Ana Campagnolo (PL). Após fazer críticas públicas aos planos do partido de mudar o domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para concorrer por SC, em uma fala que gerou polêmica no fim do ano passado, Campagnolo publicou recentemente uma foto em um encontro do PL em Governador Celso Ramos que não inclui o filho de Jair Bolsonaro, apesar de ele estar no evento e também ter posado para fotos ao lado do grupo da deputada.
A parlamentar reagiu nas redes sociais explicando que Carlos teria se juntado ao grupo dela depois do momento da foto, e que foram feitas outras imagens parecidas. “Agora os ‘fiscais de foto’ estão usando as duas imagens para me acusar do ‘crime’ de ter ‘cortado o Carlos da foto”, disparou a deputada.