Uma postagem recente da deputada estadual Ana Campagnolo (PL) abriu um novo capítulo no racha interno da direita catarinense em relação à pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado. A parlamentar postou uma foto do encontro do PL realizado em Governador Celso Ramos, no último sábado (18), mas não incluiu o filho de Jair Bolsonaro, que esteve no evento.
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Na legenda, Ana escreveu: “‘ORGULHO DE SER CATARINENSE’ na camiseta do meu Governador Jorginho Mello”. A postagem foi vista como uma provocação ao filho de Jair Bolsonaro (PL), que é carioca e se mudou recentemente para Santa Catarina, onde disputará as Eleições 2026.
Veja a postagem de Ana Campagnolo
Deputada é alvo de críticas
A ausência do ex-vereador gerou reação de aliados. O deputado estadual paulista Lucas Bove publicou uma comparação entre a postagem de Ana e outra foto publicada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que mostrava os mesmos integrantes da foto da parlamentar, mas com a presença de Carlos Bolsonaro. “Inacreditável a pequenez do ser humano!”, escreveu o paulista.
A postagem desencadeou outras críticas contra uma suposta traição da deputada à família Bolsonaro. Nas redes sociais, usuários acusam ela de não apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Também surgiram comparações com a ex-deputada Joice Hasselmann, que rompeu com o Bolsonarismo em 2021.
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Veja a postagem de Lucas Bovi
Campagnolo responde críticas e justifica postagem
Campagnolo respondeu elevando o tom em stories publicados no Instagram. “Tome vergonha na cara, rapaz. Está faltando serviço pra você aí em São Paulo?“, escreveu ela.
Segundo Ana, a foto foi tirada pela equipe dela em um momento em que Carlos não estava no local. “Carlos Bolsonaro também estava lá e se juntou a nós um pouco depois desse momento registrado. Outra pessoa tirou uma foto parecida. Agora os ‘fiscais de foto’ estão usando as duas imagens para me acusar do ‘crime’ de ter ‘cortado o Carlos da foto’”, escreveu ela.
Procurada pelo NSC Total, a assessoria de imprensa de Ana Campagnolo informou que a deputada já se manifestou nas redes sociais. A reportagem tenta contato com a assessoria de Carlos Bolsonaro.
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Episódio se soma a histórico de embates
O atrito é um novo capítulo em uma disputa entre Campagnolo e o entorno da família Bolsonaro que já vinha desgastada desde 2025, quando ela expôs divergências sobre a candidatura de Carlos ao Senado em Santa Catarina.
Em uma “live da discórdia” ao lado da deputada Júlia Zanatta (PL), Campagnolo chegou a dizer que o filho de Jair Bolsonaro “empurrou a Carol para fora [do partido]”, em referência à deputada federal Caroline de Toni (PL) — que na época corria risco de ficar sem apoio do PL na candidatura ao Senado, mas acabou compondo chapa de pré-candidatura pura do partido, junto com Carlos.
— Em algum momento eu abandonei o bolsonarismo, ofendi o presidente ou os filhos do presidente? (…) Se todas as pessoas que tiverem opinião diferente forem expurgadas, como é que se pretende eleger presidente ou chegar ao poder rifando os apoiadores?
Na época, Eduardo Bolsonaro (PL) fez uma postagem nas redes sociais chamando declarações de Ana de “inaceitáveis” e acusando ela de se insurgir “contra a liderança política que a projetou”.
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“As declarações da deputada estadual do PL, Ana Campagnolo, são totalmente inaceitáveis. Na forma, por terem sido feitas em público. No conteúdo, por se insurgirem contra a liderança política que a projetou e, pior, por representarem uma tremenda injustiça, já que ela usa uma régua contra meu irmão que jamais aplicou a si mesmo”, escreveu Eduardo, na ocasião.













