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Casa inteligente: automação residencial cada vez mais acessível ao bolso dos brasileiros

Iluminação inteligente, fechaduras sem chaves e piso térmico estão entre as opções mais procuradas

17/05/2021 - 09h01 - Atualizada em: 17/05/2021 - 09h50

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Por Estúdio NSC
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Dispositivos e aplicativos facilitam o acesso à tecnologia de automação das residências
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Programar a cortina para abrir entre as 14h e 16h para que as plantas peguem sol, abrir a porta com senha ou digital em vez de chave e controlar a temperatura do piso e do ar condicionado pelo celular. As chamadas “casas inteligentes”, que utilizam ferramentas de automação, não fazem mais parte de uma realidade distante. O custo do investimento depende do grau de integração desejado pelo morador, mas algumas opções, como lâmpadas inteligentes, custam menos de R$100 e são cada vez mais acessíveis.

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De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside), o número de residências que contavam com algum tipo de sistema automatizado em 2020 estava entre de 1,2 a 2,2 milhões. Em 2016, a estimativa era de 300 mil. Ainda segundo a entidade, o mercado brasileiro possui uma taxa média de crescimento anual em torno de 22% e o setor deve atingir uma movimentação de US$ 3,1 bilhões em 2025.

O que é a automação residencial?

A automação das residências é baseada na aplicação de tecnologias em uma edificação de forma integrada, segundo as preferências do morador por meio de dispositivos eletrônicos, sensores e aparelhos. A recomendação é contar também com assistentes virtuais de inteligência artificial, como a Alexa e Google Assistente. Alguns aplicativos como Alarm.com, Mobile Pro Control, Comand Fusion, mydlink e Xfinity podem ajudar nesse processo.

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Assistentes virtuais, como a Alexa e Google Assistente, são indicados para automatizar a casa
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A automação residencial veio para trazer praticidade, utilidade e segurança aos moradores. Inclusive, o uso da tecnologia integrada à residência ajuda a criar um ambiente com ótima acessibilidade ao morador que investe nessa instalação. A arquiteta Juliana Campelo acredita que a automação digital veio para facilitar a vida do morador a partir do conceito de internet das coisas.

— Além de pessoas conectadas à internet, temos coisas conectadas em rede e podemos ter controle delas por meio de um aplicativo ou aparelho, como a Alexa. A casa inteligente junta isso a favor dela e do morador. Não é para ser algo de luxo, mas sim mais sustentável e mais econômico — destaca a arquiteta.

Para Campelo, o maior acesso a essas tecnologias está relacionado à ampliação da oferta e queda nos preços.

— Às vezes a gente pensa que é muito caro e inatingível, mas essas tecnologias estão cada vez mais baratas e chegam com mais facilidade. Por exemplo, conseguimos trocar toda a iluminação por lâmpadas inteligentes, que custam cerca de R$80, mas duram uma eternidade. Ou seja, já é possível fazer essa automatização da casa por preço acessível — reforça.

Luz, aquecimento e outras funcionalidades

A iluminação inteligente permite o controle e intensidade da luz, além da escolha de cores, por meio de aplicativo, assistentes virtuais ou painel de controle. O morador pode também verificar a quantidade de energia consumida pelo dispositivo, contribuindo para maior eficiência energética e economia da residência.

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A arquiteta lembra que algo comum e fácil de automatizar é a televisão e o ar condicionado. Com um infravermelho ligado por wi-fi, o morador pode controlar tudo por um app, decidir a hora que vai ligar e desligar todos os aparelhos. O aquecimento da piscina também pode ser automatizado, assim como irrigadores, eletrodomésticos como máquina de lavar roupa/ louça e robôs aspiradores. Para isso, basta ter um controle universal inteligente, que trabalhe de forma remota com diversos aparelhos, conectados ao smartphone.

Outra funcionalidade, que é tendência recente, é a cortina motorizada – que pode ser encontrada com valores por volta de R$ 100 o metro quadrado na internet, nas opções mais econômicas.

— Tem funções muito legais, por aplicativo ou Google/Alexa, para abrir e fechar a cortina. Se o morador tiver várias, é possível escolher diferentes cenas, que abrem somente determinadas cortinas — comenta.

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Com acesso por reconhecimento facial ou biometria, é possível aumentar a segurança dos moradores
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Com tecnologia, também é possível dar adeus às tradicionais chaves. O morador pode instalar uma fechadura digital com senha ou biometria a partir de R$ 300. Segundo a arquiteta, o piso aquecido também vem sendo muito utilizado pelos clientes em seus projetos.

— Ele possui custo muito acessível, é uma solução muito legal, que não simboliza um gasto anormal na conta de luz. Com ele, conseguimos um conforto muito bom em casa. A gente pode programar a temperatura, controlar a hora que liga e desliga. Ainda, dá para usar também dentro do box e garantir um banho com a temperatura ideal — completa Campelo.

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