Itajaí nasceu como uma freguesia em 1833, desmembrada de Porto Belo e São Francisco do Sul. A cidade foi fundada em 1860, e desde então se consolidou como uma potência econômica de Santa Catarina. Os 165 anos de história são preservados no sotaque, nos livros, e nos patrimônios tombados. Ao todo, são 19, segundo a Fundação Genésio Miranda Lins, do município.
Continua depois da publicidade
Casarões de Itajaí
Casa Konder
Os casarões compõem boa parte dos patrimônios tombados, a exemplo da Casa Konder, tombada desde 1998 pelo município, e desde 2001 pelo estado. Ela fica na rua Lauro Muller, bem no Centro da cidade, paralela à Beira Rio. Construída no estilo das casas senhoriais do Vale do Reno, ela foi inaugurada em 1887, após seu dono, Mascos Konder sênior, ter morrido no porto de Hamburgo.
Nela, morou Adelaide Konder e os filhos. As meninas, depois de crescidas e casadas, também moraram na mesma casa, ampliada e renovada em 1929. A ocupação mais recente da casa foi a livraria Casa Aberta, fechada desde a pandemia de Covid-19.
Casa Almeida & Voigt
Tombada pelo município em 2006, a Casa Almeida & Voigt foi construída 1924. Tem duas fachadas: uma para a rua Pedro Ferreira (antiga Rua do Comércio) e outra para o rio. Os frontões triangulares remetem aos templos gregos antigos, e são decorados com figuras que representam o Sol, a Terra e a Lua.
Continua depois da publicidade
Foi sede da empresa Almeida & Voigt, do banco Inco, e agência do Banco do Brasil. Também já abrigou a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), escritórios alugados, comitês políticos e até seguradoras. Atualmente, é propriedade da família Dutra, segundo a Itajaipedia, projeto do professor Magru Floriano, que resgata a história do município.
Casa Bauer
Tombada em 2001, a Casa Bauer foi construída pela Cia Malburg em 1924, e comprada pela Bauer em 1940, quando se tornou a primeira agência da Chevrolet em Itajaí. Depois, em 1947, recebeu atividades educacionais com a criação do Ginásio Itajaí (que depois se tornaria o Colégio Salesiano). De frente para o Rio Itajaí-Açu, depois de escola, abrigou o Hotel Catarinense, frequentado por marítimos. A estrutura ainda pertence à família Bauer.
Casa Burghardt
Ao lado da Casa Konder, a Casa Burghardt foi construída em 1902. A fachada é ornamentada com motivos clássicos, com quatro frontões influenciados pela arquitetura germânica. As dimensões e ornamentos imponentes lembram igrejas, uma inovação arquitetônica para a época.
Construída para ser a casa da família e sede dos negócios do imigrante alemão August Heinrich Ernest Henry Hundt e da esposa, Matilde, foi onde começou a Casa de Louça de Harry Hundt. Mas o alemão morreu no ano seguinte à construção da casa. Matilde, então, se casou novamente com Nikolau Burghardt, sobrenome agora da família e que dá nome ao casarão.
Continua depois da publicidade
Depois de casa de família, o espaço já foi comércio, confeitaria, e um tradicional ponto da boemia itajaiense: o Seare’s Bar, que esteve em funcionamento entre os anos 1960 e 1970. Depois disso, foi comprado pela Votorantin e, depois, doado à prefeitura em 1996, quando foi restaurado e reinaugurado em 1999 como sede da Fundação Cultural de Itajaí. Em 2024, a estrutura passou por novos reparos e ficou fechada.
Casa Malburg
A mansão de três andares concluída em 1915, o casarão imponente tem luxo até nas telhas, importadas da França. Tombada em 2001 pelo Estado e em 1999 pelo município, ela segue o padrão eclético das casas Burghardt e Konder.
Em 1989, após um incêndio, um movimento cultural motivou a reforma realizada pela Receita Federal, que se instalou no casarão.
Outros patrimônios tombados em Itajaí
Continua depois da publicidade
Leia também
Cão herói: conheça o labrador que será homenageado com estátua em Itajaí
Praia preservada de Balneário Camboriú vira novo refúgio de super-ricos do Brasil


















