Vandressa Salvador Cesca foi absolvida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) da acusação de abuso de incapaz em um processo envolvendo o empresário catarinense Antenor Angeloni, cofundador do grupo Angeloni. O caso envolvia a criação de uma holding (empresa utilizada para administrar patrimônio) e movimentações financeiras superiores a R$ 24 milhões.

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A denúncia alegava que Vandressa, que vive com Antenor, teria se aproveitado de uma suposta fraqueza mental do companheiro, de 80 anos, para criar a empresa, transferir valores e assumir o controle de tudo por um valor considerado abaixo do que os bens realmente valiam. O caso teria acontecido entre abril e maio de 2022.

Segundo a Justiça de uma comarca do Sul de Santa Catarina, não havia provas suficientes para confirmar que o crime foi cometido.

Veja imagens da Rede Angeloni

O que diz a decisão

A decisão destacou que um laudo médico feito na época confirmou a boa saúde mental de Antenor, com indicação clara de que ele tinha total capacidade para tomar decisões sobre sua vida pessoal.

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O documento também mencionou uma fala do Ministério Público em outro processo que pedia o bloqueio dos bens da empresa. Naquela ocasião, o órgão entendeu que não havia sinais de incapacidade do empresário no período em que as ações foram feitas.

Além disso, depoimentos e documentos mostraram que o próprio Antenor foi a agências bancárias para assinar os papéis das operações financeiras, o que, para o TJSC, prova que ele entendia e concordava com o que estava fazendo.

Outro ponto destacado na decisão foi o relatório do delegado ao concluir a investigação, que afirmou não haver provas suficientes de crimes e, por isso, preferiu não culpar as investigadas. O documento ainda apontou que a briga tinha motivos ligados principalmente a dinheiro e conflitos de família.

Na decisão, o juiz afirmou que não ficou provado, com certeza absoluta, que Vandressa tenha forçado o companheiro a passar os bens para o nome dela, e nem que tenha ocorrido prejuízo financeiro real.

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No mesmo processo, a acusada e sua mãe também respondiam por compras feitas no cartão de crédito do empresário, no valor de aproximadamente R$ 22 mil. Contudo, a Justiça entendeu que também não houve prova suficiente de que a vítima estivesse com a mente fraca ou de que tenha sido enganada pelas duas.

Cabe recurso da decisão ao TJSC. 

O que diz Vandressa Salvador Cesca

Nas redes sociais, Vandressa comemorou a decisãp e destacou que “a verdade sempre aparece no momento certo”.

“A justiça de Deus nunca falha. Força, paciência e fé! Agora podemos seguir em paz, sabendo que nossa inocência foi reconhecida. Toda honra e Glória a Ele!”, publicou.