Caso Catarina: petição quer mudar nome de praia de Florianópolis em homenagem à estudante

Abaixo-assinado, que busca mudar o nome da Praia do Matadeiro, contava com mais de 2 mil assinaturas até a manhã desta quarta-feira (26)

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Catarina era estudante da UFSC (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Catarina era estudante da UFSC (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Um abaixo-assinado quer mudar o nome da Praia do Matadeiro, no Sul de Florianópolis, para Praia Catarina Kasten. A proposta, que contava com mais de 2 mil assinaturas até a manhã desta quarta-feira (26), busca homenagear a estudante e dizer “de forma pública e permanente” que a vida das mulheres importa.

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Segundo a petição, a ideia não é apagar a história do Matadeiro, mas acrescentar uma nova camada de significado ao local. “É uma forma de dizer que Catarina não será esquecida, que a sua presença permanece, e que essa cidade não aceitará que vidas como a dela desapareçam sem deixar marcas profundas”, diz trecho da proposta.

A prefeitura de Florianópolis informou que para que uma praia da cidade mude de nome é necessário virar um projeto de lei na Câmara Municipal da Capital. Ou seja, é preciso que o texto consiga um número “considerado de assinaturas” e que um vereador entre com o projeto.

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Conforme a Câmara Municipal de Florianópolis, normalmente é um processo longo, visto que envolve questões culturais e turísticos da cidade. Até a manhã desta quarta-feira (26), nenhum texto sobre o tema havia chegado ao legislativo municipal.

A proposta, criada nesta terça-feira (25), contava com 2.126 assinaturas por volta das 10h desta quarta-feira. O texto na íntegra pode ser conferido no site oficial do abaixo-assinado.

Quem era Catarina

Relembre o caso

Catarina Kasten, de 31 anos, foi assassinada em uma trilha na Praia do Matadeiro, na última sexta-feira (21). De acordo com o documento, o qual o jornalista da NSC, Leonardo Thomé, teve acesso, a mulher tinha ferimentos que indicam a asfixia como causa da morte.

Catarina estava indo para uma aula de natação por volta das 6h50min, na Praia da Armação, como costumava fazer naquele horário, na sexta-feira (21). Três horas depois, o companheiro dela estranhou a demora da mulher para voltar para casa e, por volta de 12h, viu mensagens no grupo com participantes que também faziam a aula de natação afirmando que pertences dela foram encontrados pelo caminho da trilha.

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O corpo de Catarina foi encontrado no período da tarde, em uma área de mata da Trilha do Matadeiro, com sinais de violência sexual, de acordo com a Polícia Civil. O caso é investigado como feminicídio.

Em depoimento à Polícia Civil, o assassino de Catarina confessou o crime e relatou que voltava de uma festa quando avistou a estudante. Imagens de câmeras de segurança mostram ele correndo pela areia da praia cerca de 30 segundos após Catarina passar pelo mesmo local.

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Ele foi preso em flagrante na casa onde morava, na Armação. As roupas usadas por ele no momento do crime foram encontradas na residência.