Cinco denunciados foram condenados pelos crimes de cárcere privado e homicídio, cometidos em janeiro do ano passado, em Joinville. Somadas, as penas ultrapassam 150 anos de prisão, sem direito de recorrer em liberdade. Apenas uma pessoa foi absolvida. A decisão foi divulgada em 9 de outubro.
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Na ocasião dos crimes, em 29 e 30 de janeiro de 2024, dois homens foram feitos reféns por um grupo criminoso, que suspeitava que as vítimas integravam uma organização rival. Após horas de cárcere privado, uma delas foi solta e a outra morta pelos acusados.
O grupo foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por envolvimento direto na série de crimes cometidos. O réu apontado como líder da facção recebeu 57 anos, oito meses e 10 dias de reclusão em regime fechado, incluindo 64 dias-multa por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de crimes de cárcere privado, roubos, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa. Outro réu recebeu a pena de 36 anos, três meses e oito dias, também por homicídio qualificado e crimes conexos.
Ainda, um terceiro réu cumprirá 33 anos, seis meses e 27 dias. Outros dois tiveram penas menores, de 16 anos e oito meses, e 10 anos e quatro meses, ambos por envolvimento em cárcere privado e organização criminosa. Já a ré, apontada como suposta gerente do ponto de venda de drogas, foi absolvida.
Conforme o MP, cabe recurso da decisão, mas os réus não poderão recorrer em liberdade. Além disso, todos os condenados tiveram determinada a execução imediata das penas.
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Entenda o caso
De acordo com a denúncia do MPSC, as investigações da Polícia Civil revelaram que o grupo criminoso investigado pratica crimes como homicídios, tráfico de drogas, roubos e furtos, frequentemente com uso de armas de fogo.
A ação penal pública do MPSC relata que, na noite do dia 29 de janeiro de 2024, dois homens foram sequestrados pelos acusados e mantidos em cárcere privado em um ponto de venda de drogas, no bairro Paranaguamirim. Durante o cativeiro, os criminosos roubaram os celulares das vítimas mediante grave ameaça e uso de armas de fogo.
Ainda, as vítimas foram levadas em um veículo até um segundo cativeiro, no mesmo bairro. No local, permaneceram sob vigilância dos réus por quase 24 horas, enquanto eram “julgadas” em um suposto “tribunal do crime” da organização criminosa, que buscava verificar se pertenciam à facção rival.
Após esse “julgamento”, um dos homens foi libertado sob ameaça e obrigado a retornar para o estado de São Paulo. Já a outra vítima foi levada até uma área de mata lateral à Avenida Kurt Meinert, onde foi executada com diversos tiros.
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O Promotor de Justiça do caso ressaltou que, após o assassinato, os envolvidos ocultaram o corpo da vítima, enterrando-o em uma área de mata na região. O cadáver foi localizado cerca de três semanas depois do crime.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira
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