O filho de Susimara Gonçalves de Souza foi condenado a 61 anos de prisão por matar a mãe e o padrasto, Pedro Ramiro de Souza, em Itajaí. Além do jovem de 25 anos, o cunhado dele, de 20 anos, que atuou como comparsa, terá de cumprir 44 anos de reclusão. O crime ocorreu em novembro de 2024, mas o júri popular foi feito nesta quinta-feira (2). Por ter sido em primeira instância, cabe recurso.

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Os dois foram condenados por homicídio qualificado, feminicídio majorado e fraude processual. Eles já estavam presos preventivamente e, sem direito a recorrer em liberdade, começaram o cumprimento das penas no regime fechado. Durante a sessão de quinta, que durou 13 horas, foram ouvidas quatro testemunhas, além dos réus.

Na acusação, o Ministério Público destacou o planejamento prévio e a motivação dos assassinatos: a herança. Naquela noite, o rapaz e o cúmplice esperaram por cerca de duas horas as vítimas voltarem de um jantar e as surpreenderam dentro de casa, no bairro Espinheiros.

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O crime

Susimara, de 42 anos, e Pedro, de 47, foram mortos por asfixia. Em seguida, celulares e alianças foram levados e a cena do crime foi alterada para simular um assalto. A promotoria apontou que o filho teria planejado os homicídios e prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado para participação na execução.

O casal estava junto há cerca de 11 anos. Empresários, comandavam uma loja de decoração na cidade que era bastante conhecida pelos moradores. O filho foi preso de forma cautelar dias depois depois do crime devido a diversas evidências o tornarem o principal suspeito. Ele mesmo ligou para os bombeiros e disse ter encontrado Susy, como era carinhosamente chamada, e o marido amarrados e com sinais de violência. O casal morava sozinho.

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Uma câmera de segurança registrou o grito dado pela mãe pouco mais de três minutos após voltar do jantar. Mais de uma hora depois, a dupla de assassinos deixa o local.

Fraude processual

Já naquela noite, o rapaz fez questão de mostrar aos policiais que havia conversado com a mãe na madrugada após o assassinato, na tentativa de criar um álibi. Ao que tudo indica, ele pegou o celular da mulher depois da morte dela e simulou a conversa de WhatsApp.

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Filho único da mulher e sem passagens policiais, o rapaz teria planejado o crime para ficar com os bens e a empresa do casal, negócio que ele não participava porque o padrasto o acharia imaturo para a missão. Quando as mortes foram descobertas, ele chegou a postar uma foto no Facebook em homenagem aos dois dizendo que “os amaria para todo sempre”.